segunda-feira, 25 de agosto de 2014

7 frases que você deve dizer aos seus filhos todos os dias

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De todas as palavras que você pode dizer aos seus filhos, aqui estão algumas que podem causar impacto positivo em suas vidas. Existem infinitas combinações de palavras que podemos dizer para expressar nosso amor. Aqui, apresento algumas das frases que, na minha opinião, são as melhores para fortalecer os laços familiares em nosso lar.

1. “Eu te amo”

Não deve passar um dia sem que seus filhos ouçam que você os ama. Dias difíceis virão e haverá momentos em que eles tomarão decisões que podem não ser as melhores. Certifique-se de que eles saibam, com certeza, que não importa o que aconteça com eles ou seu modo de vida, você nunca deixará de amá-los.

2. “Você me faz muito feliz”

Não há dúvidas sobre isso. Para cada pai ou mãe não existe verdade mais preciosa. Os filhos são uma fonte inesgotável de felicidade e amor e é importante que eles saibam disso. Não espere o dia de sua formatura ou casamento para lhes dizer: faça isso hoje mesmo.

3. “Você é muito especial”

É extremamente importante que os filhos compreendam, desde cedo, que eles são diferentes e que isso os torna únicos e especiais. Além disso, todos queremos nos destacar de alguma forma. Estabeleça uma meta para dizer-lhes todos os dias que eles são incomparáveis e a coisa mais especial que aconteceu em sua vida.

4. “Eu gosto quando você…”

Todo mundo gosta de saber que o que ela faz deixa os outros felizes. Especialmente seus filhos que acham que você é a pessoa mais interessante, inteligente e a pessoa que mais amam. Reconheça qualquer detalhe positivo em seu comportamento, seu caráter, sua bondade, seus talentos, suas ideias divertidas ou seu desempenho escolar.

5. “Todos os dias eu agradeço a Deus por você”

Se você tem qualquer filiação religiosa ou se você está acostumado a rezar ou orar em casa, faça isso com seus filhos e deixe que eles o ouçam dando graças a Deus por tê-los em sua vida e que você quer o bem-estar deles. Também ore por seu bem-estar, especialmente quando tiverem dificuldades.

6. “Eu acredito em você/ confio em você”

Nossas crianças podem crescer sentindo-se inseguros se não souberem que confiamos e acreditamos neles. Podemos aproveitar momentos em família, ocorrências como o momento de tomar uma decisão adequada para sua idade, diga-lhes que você confia neles e respeita sua decisão.

7. “Você consegue”

Os filhos podem sentir-se desanimados facilmente quando tentam fazer algo que não dá certo após uma ou duas tentativas. Devemos encorajar nossos filhos para que continuem tentando e expressar a eles que sabemos que são capazes de realizar a tarefa. Se precisarem de mais instrução, prática ou explicações para que a entendam completamente, façamos o necessário (mostre-lhes um vídeo tutorial, faça uma demonstração ou compartilhe experiências de aprendizagem pessoais), mas eles sempre devem saber que têm a capacidade de realizar a tarefa.

Lembre-se que seus filhos são uma bênção, um milagre e uma luz que ilumina a sua vida todos os dias, faça com que sintam e saibam isso todos os dias.

Fonte: Família.com via Sou da Promessa

domingo, 24 de agosto de 2014

Adoração Verdadeira – Conforme Daniel

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Por Norbert Lieht no portal Chamada

A interpretação de Daniel sobre a estátua de Nabucodonosor, seus três amigos na fornalha ardente, ele mesmo na cova dos leões ou Belsazar e o “Mene tequel” na parede. Quem não conhece essas histórias? Mas o mais notável em Daniel era a sua vida de oração...

Daniel tinha uma vida de oração ativa que o impulsionou durante toda a existência e ele não a abandonou. Ele começou quando ainda era adolescente, e não fraquejou nem mesmo quando já estava em idade avançada. No fim das contas, Daniel marcou a história porque orava.

Um jovem e sua adoração verdadeira a Deus

No segundo ano do reinado de Nabucodonosor, o rei teve o sonho da grande estátua (Dn 2.1). Ninguém conseguiu explicá-lo, de forma que ele decidiu matar todos os magos e feiticeiros. Como o primeiro ano do reinado não era contado, o segundo ano de Nabucodonosor correspondia ao terceiro ano da permanência de Daniel na Babilônia e, portanto, ao fim de seu período de estudos de três anos (Dn 1.5). Daniel chegou à Babilônia (Dn 1.1) no ano 605 a.C. Ele ainda era muito jovem, talvez até mesmo um adolescente. Daniel viveu o exílio babilônico até a queda da Babilônia diante dos persas (539 a.C.). Ou seja, Daniel viveu lá durante cerca de 70 anos. Já nos primeiros tempos, Daniel se mostrou um intercessor eficaz (Dn 2.16-19).

Todos os magos e feiticeiros estavam “desesperados” de medo (Dn 2.10-11), mas Daniel recolheu-se calma e tranquilamente em sua casa. Uma vida de oração é interação com Deus e por isso dá segurança em meio à insegurança.

Daniel contou sua preocupação aos seus fiéis e confiáveis amigos (Dn 2.17-18), porque sabia do poder da oração conjunta. Nós também deveríamos ter a coragem de compartilhar mais os nossos motivos de oração com nossos irmãos no Senhor. Muitas vezes, porém, envergonhamo-nos deles, ficamos sem graça. Algumas pessoas preferem orar sozinhas a compartilhar seus assuntos com pessoas de confiança. Mas a Bíblia e a História estão cheias de exemplos de comunhões de oração e da conseqüente ação poderosa de Deus.

Daniel e seus amigos oraram juntos pedindo revelação e proteção. A comunhão de oração é uma força como a fissão nuclear; ela tem uma promessa no Novo Testamento: “Se dois dentre vós, sobre a terra, concordarem a respeito de qualquer coisa que, porventura, pedirem, ser-lhes-á concedida por meu Pai, que está nos céus. Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles” (Mt 18.19-20). Por isso, depois da comunhão de oração, o texto relata: “Então, foi revelado o mistério a Daniel numa visão de noite” (Dn 2.19).

Adoração verdadeira é oração com gratidão

Muitas vezes empenhamos muito tempo e esforço para interceder por algum motivo, mas tiramos pouco tempo para agradecer. Com Daniel era bem diferente. Antes de correr ao rei e lhe apresentar a revelação, ele primeiro agradeceu ao Senhor. Ele não deixou o louvor para mais tarde. Na vida de Daniel, Deus sempre estava em primeiro lugar e somente depois vinha o rei babilônico. “Então, foi revelado o mistério a Daniel numa visão de noite; Daniel bendisse o Deus do céu... Por isso, Daniel foi ter com Arioque, ao qual o rei tinha constituído para exterminar os sábios da Babilônia; entrou e lhe disse: Não mates os sábios da Babilônia; introduze-me na presença do rei, e revelarei ao rei a interpretação” (Dn 2.19,24).

Adoração verdadeira é oração regular

Daniel não permitia que nada atrapalhasse a regularidade de seu tempo de oração. Em Daniel 6 lemos que os altos funcionários inimigos dos judeus tentaram preparar uma armadilha para Daniel e impedi-lo de orar (v.7). Nós também precisamos ter consciência de que o inimigo de Deus fará de tudo para nos afastar da oração. Mas Daniel reagiu a isso com mais oração: “Daniel, pois, quando soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa e, em cima, no seu quarto, onde havia janelas abertas do lado de Jerusalém, três vezes por dia, se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como costumava fazer” (v. 10).

O que esse versículo nos mostra sobre Daniel?
  1. Ele não se deixou demover da oração (persistência).
  2. Ele orava tanto em comunhão quanto sozinho.
  3. Ele tinha um local fixo para orar, no quarto superior da sua casa (veja Dn 2.17).
  4. Ele tinha janelas abertas (direcionamento constante, comunhão ininterrupta).
  5. Ele tinha uma direção para sua oração (Jerusalém, onde estava o altar; uma indicação para Jesus).
  6. Ele orava regularmente, três vezes ao dia, como sempre havia feito.
  7. E ele não descuidava do agradecimento.
Adoração verdadeira parte da Palavra

“No primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, entendi, pelos livros, que o número de anos, de que falara o Senhor ao profeta Jeremias, que haviam de durar as assolações de Jerusalém, era de setenta anos. Voltei o rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, pano de saco e cinza. Orei ao Senhor, meu Deus, confessei e disse: ah! Senhor! Deus grande e temível, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos” (Dn 9.2-4).

Daniel orava para entender a Palavra de Deus, e estudava a Palavra de Deus para orar. Quando compreendeu o que eram os setenta anos de cativeiro de que Jeremias tinha falado, começou imediatamente a orar. Com isso, ele mesmo foi profundamente afetado. A oração de Daniel revela seu coração.
  1. Ele reagiu imediatamente (sem tardar).
  2. Ele não procurou homens (Dario ou Ciro), mas seu Deus onipotente.
  3. Ele suplicava – nisto vemos sua seriedade e persistência.
  4. Ele jejuava em pano de saco e cinzas, portanto havia arrependimento. Ele não se considerava importante demais para arrepender-se.
  5. Ele orava a um Deus pessoal. Tinha um relacionamento pessoal com Ele.
  6. Ele orava com grande reverência.
  7. E ele orava com confiança, com esperança na graça e bondade do Senhor.
Daniel foi exaltado de forma maravilhosa. Por trás dos acontecimentos de Esdras 1.1-4 está a oração de Daniel. Sua oração contribuiu para uma decisão que alteraria a política mundial e para o cumprimento da profecia divina.

Adoração verdadeira é poderosa

Certa vez Daniel recebeu uma revelação sobre a Grande Tribulação (Dn 10.1). Ele entendeu a palavra, o que o levou novamente à oração: “Naqueles dias, eu, Daniel, pranteei durante três semanas. Manjar desejável não comi, nem carne, nem vinho entraram na minha boca, nem me ungi com óleo algum, até que passaram as três semanas inteiras” (v.2-3). Podemos orar a respeito de coisas que entendemos e a respeito de coisas que não entendemos.

Depois de ter orado e jejuado tão intensamente, Daniel recebeu a visita de um anjo: “Eis que certa mão me tocou, sacudiu-me e me pôs sobre os meus joelhos e as palmas das minhas mãos. Ele me disse: Daniel, homem muito amado, está atento às palavras que te vou dizer; levanta-te sobre os pés, porque eis que te sou enviado. Ao falar ele comigo esta palavra, eu me pus em pé, tremendo. Então, me disse: Não temas, Daniel, porque, desde o primeiro dia em que aplicaste o coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, foram ouvidas as tuas palavras; e, por causa das tuas palavras, é que eu vim” (v.10-12).

Isto não é tremendo?
  1. Daniel era um homem muito amado de Deus. Esta afirmação aparece três vezes no livro de Daniel (Dn 9.23; Dn 10.11,19).
  2. Ele recebeu a garantia de que foi ouvido desde o primeiro dia, apesar de a resposta só ter chegado três semanas depois (v.1; cf. Dn 9.23).
  3. Este anjo foi especialmente enviado por causa da oração de Daniel.
Os céus foram movidos porque alguém foi movido pelo céu a orar. O que não poderia acontecer se formos realmente pessoas de oração?

Adoração verdadeira é para toda a vida

“No terceiro ano de Ciro, rei da Pérsia, foi revelada uma palavra a Daniel, cujo nome é Beltessazar; a palavra era verdadeira e envolvia grande conflito; ele entendeu a palavra e teve a inteligência da visão” (Dn 10.1).

No terceiro ano do rei Ciro, Daniel já vivia há 70 anos na Babilônia. Provavelmente sua vida de oração começou quando ele ainda era um adolescente, e agora, com mais de 80 anos, ela ainda não diminuíra. Daniel continuava a orar intensamente.

Que o Senhor conceda e que nós desejemos ser pessoas de oração hoje, amanhã e também quando estivermos em idade avançada. Ainda mais por vivermos em uma época na qual as profecias de Daniel sobre o final dos tempos começam a se cumprir!

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Salvação Desenvolvida

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Por Timóteo Carriker em Blog Ultimato

E Saulo aprovou a morte de Estêvão. Naquele mesmo dia a igreja de Jerusalém começou a sofrer uma grande perseguição. E todos os cristãos, menos os apóstolos, foram espalhados pelas regiões da Judéia e da Samaria. Alguns homens religiosos sepultaram Estêvão e choraram muito por causa da sua morte. Porém Saulo se esforçava para acabar com a igreja. Ele ia de casa em casa, arrastava homens e mulheres e os jogava na cadeia. – Atos 8.1-3

Enquanto isso, Saulo não parava de ameaçar de morte os seguidores do Senhor Jesus. Ele foi falar com o Grande Sacerdote e pediu cartas de apresentação para as sinagogas da cidade de Damasco. Com esses documentos Saulo poderia prender e levar para Jerusalém os seguidores do Caminho do Senhor que moravam ali, tanto os homens como as mulheres. Mas na estrada de Damasco, quando Saulo já estava perto daquela cidade, de repente, uma luz que vinha do céu brilhou em volta dele. Ele caiu no chão e ouviu uma voz que dizia:— Saulo, Saulo, por que você me persegue? — Quem é o senhor? — perguntou ele. A voz respondeu:— Eu sou Jesus, aquele que você persegue. Mas levante- se, entre na cidade, e ali dirão a você o que deve fazer. – Atos 9.1-6

Saulo era um judeu modelo, um fiel piedoso em quem ninguém poderia botar defeito. Também lemos no Novo Testamento a respeito de outras pessoas de grande piedade, cada um do seu jeito: o fariseus Nicodemos; Zacarias e Isabel, pais de João Batista; Simeão e a profetisa Ana. Saulo exerceu a sua piedade através da sua dedicação ao estudo e à obediência às Escrituras. Saulo levava a sério a sua dedicação às Escrituras. Conhecê-la sem praticá-la era simplesmente incompreensível para este fariseus dos fariseus. Praticava mesmo, até os mínimos detalhes. Tanto que, mais que 30 anos depois da sua conversão, ele pode olhar para trás e considerar a sua dedicação à piedade como uma vida “irrepreensível” (Fp 3.6).

O apóstolo Paulo era o maior missionário que o mundo jamais conheceu e o teólogo mais importante de toda a história do cristianismo. Nesta reflexão quero enfatizar um aspecto da sua vida que quase ninguém menciona ou percebe: o desenvolvimento da sua salvação. Para muitos evangélicos esta é uma ideia estranha. Pois geralmente se pensa que Paulo se converteu de vez, por meio de uma transformação radical. Ficou literalmente cego e depois voltou a enxergar. De perseguidor assíduo da igreja se transformou em um dos seus maiores defensores e propagadores. E tudo isto é verdade. Mesmo assim, é possível observar o desenvolvimento da sua salvação. Afinal, a expressão, “desenvolver” ou “completar” a salvação, vem dele próprio: Continuem trabalhando com respeito e temor a Deus para completar a salvação de vocês. Pois Deus está sempre agindo em vocês para que obedeçam à vontade dele, tanto no pensamento como nas ações. (Fp 2.12-13, NTLH)

Como isso acontecia na vida de Paulo? Vamos ver isto em quatro passos ou quatro fases. Não que a vida cristã ou o “processo” da nossa salvação tem necessariamente quatro fases. Apenas que é possível identificar pelo menos quatro na vida de Paulo. Provavelmente havia mais. Pois há uma lacuna de cerca de 20 anos no nosso conhecimento da vida dele entre a sua conversão e quando começou a escrever as suas cartas. Vejas as fases que conseguimos identificar…

A FASE INICIAL DA SALVAÇÃO
DE PERSEGUIDOR PARA PROPAGANDISTA

Paulo tinha cerca de 25-30 anos quando se converteu. Era entre o ano 31 a 35 d.C. Esta era a fase da sua transformação inicial. Não era uma conversão do mal para o bem, pois antes de conhecer Jesus na estrada para Damasco, Paulo já era um sujeito muito bom. Inclusive, pelos padrões do judaísmo antigo, ele não tinha falha, o que significa que ele não havia quebrado qualquer lei nas Escrituras. Em termos morais, e sei que isto é difícil acreditar, Paulo não era melhor depois da sua conversão que ele era antes. O nosso problema é que concebemos a conversão nestes termos de moralidade. E por isto, na hora do testemunho, privilegiamos mais as pessoas que tiveram uma vida mais cabeluda possível porque pensamos que isto ilustra melhor o poder de Deus. A conversão de Paulo não era assim. A transformação não era em termos de moral, mas em termos de direção e se a gente conseguir reformular a ideia de conversão para uma ideia de mudança de direção, poderemos entender melhor o que Deus fez para Paulo e o que Ele quer fazer para nós. Lógico, para algumas pessoas, muitas aliás, uma mudança de direção exige uma mudança radical de moralidade também. Mas este não é o ponto principal. O ponto principal é uma mudança de direção. Paulo, então Saulo, estava literalmente a caminho para Damasco para acabar com o movimento cristão. Jesus o derrubou e o colocou em um novo caminho (neste caso, o mesmo caminho geográfico) para reforçar e aumentar o movimento cristão. De perseguidor, se transformou em um dos maiores promotores da fé cristã.

E como Paulo se avaliava nesta fase? A princípio, Paulo ficou imobilizado. Mas uma vez que a ficha caiu, não havia nada que poderia detê-lo. Veja a descrição a seguir… Ele ficou três dias sem poder ver e durante esses dias não comeu nem bebeu nada…. depois ele comeu alguma coisa e ficou forte como antes. Saulo ficou alguns dias com os seguidores de Jesus em Damasco. E começou imediatamente a anunciar Jesus nas sinagogas, dizendo:— Jesus é o Filho de Deus…. Mas as mensagens de Saulo se tornavam cada vez mais poderosas. E as provas que ele apresentava de que Jesus era o Messias eram tão fortes, que os judeus que moravam em Damasco não sabiam o que dizer. – Atos 9.9, 19-20, 22

Desta primeira fase, precisamos entender que a conversão, antes de mais nada, é uma mudança de direção, e é esta mudança de direção que possa a mudar os nossos hábitos e transformar-nos em servos eficazes de Deus. Muitas pessoas pensam que precisam mudar de moral antes de se converter. Pensam que precisam largar algum vício ou que detesta ou que ama. Mas não é bem assim. Sim, precisamos nos arrepender, mas o arrependimento significa literalmente virar as costas e ir em direção contrária que andava antes. Depois disto, é preciso confiar em Jesus. É isto que significa ter fé. Ter fé é simplesmente, como criança, confiar em Jesus. Uma vez feita isto, as mudanças interiores podem e vão acontecer. Mas antes de mais nada é preciso decidir: “eu não vou mais andar na direção que estou andando agora…”

A FASE DA SALVAÇÃO AVALIADA
DE MELHOR QUE TODOS PARA SER ESCOLHIDO

Não sabemos quanto tempo demorou, mas cerca de 15 a 18 anos depois da sua conversão, por volta do ano 48 d.C, encontramos Paulo não mais silenciado e pasmado pela sua conversão. Ele já havia passado para uma nova fase, a fase da conversão avaliada. Veja como Paulo entendia a sua conversão, especialmente o que ele era antes de conhecer Cristo, 15 a 18 anos depois: Vocês ouviram falar de como eu costumava agir quando praticava a religião dos judeus. Sabem como eu perseguia sem dó nem piedade a Igreja de Deus e fazia tudo para destruí-la. Quando praticava essa religião, eu estava mais adiantado do que a maioria dos meus patrícios da minha idade e seguia com mais zelo do que eles as tradições dos meus antepassados. Porém Deus, na sua graça, me escolheu antes mesmo de eu nascer e me chamou para servi-lo. – Gálatas 1.13-15

Nesta segunda fase, Paulo avalia a sua herança e a sua formação anterior. Ele entendia que, quanto à religião, ele era muito bom, aliás, melhor que os outros. Ele era uma pessoa muito zelosa e continua sendo. É verdade que ele colocar um “porém” muito importante: porém Deus, na sua graça, me escolheu… Mas este porém não alterou a sua avaliação que tinha sido um seguidor piedoso de Deus, mesmo que mal direcionado. Mais tarde, cerca de 5 a 7 anos depois, isto mudou. E assim, Paulo passou para uma outra fase da sua salvação: a fase da sua salvação reconsiderada.

A FASE DA SALVAÇÃO RECONSIDERADA
DE PERFEITO PARA O LIXO

Muitos discípulos de Cristo, talvez a maioria, só Deus sabe, passam a vida toda ou na primeira ou na segunda fase da sua salvação. E não digo isto a título de crítica. Apenas, muitos não imaginam que há algo mais. Mas há, e Paulo descobriu isto quando ele reconheceu que toda aquela bondade, piedade, fidelidade e herança na fé, diante da sua caminhada dia-a-dia com Jesus, a vida cheia do Espírito, não passava de lixo. Em algum momento entre a hora que escreveu a Carta aos Gálatas e as suas Cartas aos Coríntios 5 a 7 anos depois, e a Carta aos Filipenses uns 10-12 anos depois de ter escrito a Carta aos Gálatas, Paulo reconheceu o seu devido tamanho diante de Deus e reconheceu que tudo que ele realizava antes era nada diante daquilo que Deus havia feito na sua vida. Vamos ler os textos…

De fato, eu sou o menos importante dos apóstolos e até nem mereço ser chamado de apóstolo, pois persegui a Igreja de Deus. – 1 Coríntios 15.9 (cerca de 53-55 d.C)

No passado, todas essas coisas valiam muito para mim; mas agora, por causa de Cristo, considero que não têm nenhum valor. E não somente essas coisas, mas considero tudo uma completa perda, comparado com aquilo que tem muito mais valor, isto é, conhecer completamente Cristo Jesus, o meu Senhor. Eu joguei tudo fora como se fosse lixo, a fim de poder ganhar a Cristo e estar unido com ele. – Filipenses 3.7-9a (cerca de 60 d.C)

O meu grande desejo e a minha esperança são de nunca falhar no meu dever, para que, sempre e agora ainda mais, eu tenha muita coragem. E assim, em tudo o que eu disser e fizer, tanto na vida como na morte, eu poderei levar outros a reconhecerem a grandeza de Cristo. Pois para mim viver é Cristo, e morrer é lucro. – Filipenses 1.20-21

Percebem a diferença? Na primeira fase da sua salvação, Paulo estava pasmado. Na segunda, ele reconheceu que teve boa formação e que era um sujeito bom diante de Deus antes da sua conversão, mas que estava no caminho errado. Agora, nesta terceira fase da sua salvação, 20 a 23 anos depois da sua conversão, Paulo entendeu que aquela vida anterior a Cristo que antes considerava boa, mesmo que mal direcionada, comparado com o ganho de andar com Cristo todos aqueles anos, era perda. Diante de 20 a 23 anos de caminhada com Cristo, 17.000 quilômetros de viagens missionárias à pé, a cavalo e via marítima, e com mais 7.000 por fazer antes da sua morte, diante das vitórias e dos sofrimentos, aqueles aninhos como fariseu dos fariseus diminuíram tanto que viram literalmente lixo.

Será que um dia, podemos entender as nossa vida desta forma? Será que a nossa caminhada com Cristo poderá ser tão íntima e tão produtiva que poderemos considerar a nossa vida anterior, em comparação, como lixo? É um alvo e tanto. Só que, por incrível que pareça, isto ainda não era suficiente para Paulo. Eventualmente, uns 5 anos depois, a percepção da sua vida anterior como boa em si, mas lixo em comparação com a caminhada na fé, esta percepção mudou nova e sutilmente e assim Paulo passou para uma extraordinária próxima fase da sua salvação.

A FASE DA SALVAÇÃO ENTREGUE
DE VIDA ANTES DE CONHECER CRISTO PARA VIDA DE BLASFEMO E INFIEL

Nesta fase, Paulo havia esquecido que antes de conhecer Cristo, vivia uma vida boa. Esqueceu ou reavaliou radicalmente. A vida anterior não era mais boa virada lixo. Ela simplesmente deixou de ser boa. Veja como Paulo falava da sua vida anterior a Cristo… Agradeço a Cristo Jesus, o nosso Senhor, que me tem dado forças para cumprir a minha missão. Eu lhe agradeço porque ele achou que eu era merecedor e porque me escolheu para servi-lo. Ele fez isso apesar de eu ter dito blasfêmias contra ele no passado e de o ter perseguido e insultado. Mas Deus teve misericórdia de mim, pois eu não tinha fé e por isso não sabia o que estava fazendo…. O ensinamento verdadeiro e que deve ser crido e aceito de todo o coração é este: Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o pior. Mas foi por esse mesmo motivo que Deus teve misericórdia de mim, para que Cristo Jesus pudesse mostrar toda a sua paciência comigo. E isso ficará como exemplo para todos os que, no futuro, vão crer nele e receber a vida eterna. – 1 Timóteo 1.12-13,16 (cerca de 65-66 d.C)

Percebem a diferença? Paulo não considerava mais a sua vida antes de conhecer Cristo como boa mais mal direcionada. Também não era mais boa mas virada lixo em comparação com a vida com Cristo. Muito mais que isto, ao invés de pensar na sua vida como fariseu como irrepreensível, agora Paulo fala com todas as letras: “eu não tinha fé…eu sou o maior dos pecadores”.

CONCLUSÃO

E nós? Como estaremos daqui para frente? Veja bem. Nenhuma das quatro avaliações da salvação de Paulo estava necessariamente equivocada. Não é isto. Dentro de cada etapa da sua caminhada, a avaliação estava correta. Entretanto, à medida que caminhava com Cristo, à medida que assumia a incumbência de testemunho, e à medida que pagava o preço do discipulado e sofria junto com Cristo, o passado, mesmo aquele passado bom, não só diminuía em tamanho e importância, não só virava lixo em comparação com a vida com Cristo, mas só poderia ser visto como uma vida sem fé. E em decorrência disto, Paulo somente poderia se considerar o pior dos pecadores.

Como seria a espiritualidade de cada um de nós se fôssemos pensar nas nossas vidas desta forma? E como seria a igreja diante da sociedade se tivéssemos tão espírito de humildade?

Quando a prosperidade mente

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Você pode chamar Amós de Agitador. De pregador da catástrofe. De coletor de figos com ideia fixa de julgamento na cabeça. Mas não o chame de profeta (especialmente de um profeta de carreira).

“Eu não sou profeta”, disse Amós. “nem pertenço a nenhum grupo de profetas, apenas cuido do gado e faço colheita de figos silvestres. Mas o Senhor me tirou do serviço junto ao rebanho e me disse: “Vá, profetize a Israel, o meu povo.” (Am 7:14-15).

Assim, Amós fez o que lhe foi pedido. Deixou a sua casa e seus campos, a pouco mais de dezessete quilômetros ao sul de Jerusalém, e viajou para o norte a fim de advertir o povo dali de que sua postura materialista e idólatra receberia o feroz julgamento de Deus. A nação desfrutava um período de extraordinária prosperidade, graças ao declínio de seus oponentes de longa data, os sírios.

Não tendo mais a necessidade de manter um exercito de prontidão, canalizaram seus recursos para os negócios, expandindo as rotas comerciais e auferindo lucros imensos. Cidadãos comuns que passaram a desfrutar nova riqueza começaram a construir mansões que antes estavam ao alcance apenas da nobreza. Escavações arqueológicas daquele período revelaram muitos exemplos da opulência que Amós condenou em nome de Deus: “Derrubarei a casa de inverno junto com a casa de verão; as casas enfeitadas de marfim serão destruídas, e as mansões desaparecerão; declara o Senhor”.

No lugar de demonstrações religiosas vazias e de atos de piedade sem sentido, Amós exigia que o povo de Deus tratasse o pobre com justiça e o oprimido com misericórdia. “Em vez disso, corra a retidão como um rio, a justiça como um ribeiro perene” (3:15).

É claro que aqueles que estavam confortáveis e os convencidos não receberam sua mensagem muito bem. “Vá, embora, Vidente!”, exigiram eles. “Vá profetizar em Judá; vá ganhar lá o seu pão. Não profetize mais em Betel” (7:12-13).

Mas Amós continuou pregando, e o povo se recusou a dar ouvidos. “Como tal desastre poderia nos atingir”, pensavam eles, agora que desfrutamos tamanha prosperidade? Eliseu, quarenta anos atrás, não havia profetizado esse tempo (2Rs 13:17-19)? E Jonas não repetira isso mais recentemente (2Rs 14:25)?, reclamavam eles a Amós.

A grande surpresa chegou em 722 a.C., quando o selvagem exercito assírio despedaçou a complacência de Israel, queimando a cidade, matando os soldados e levando para o cativeiro distante os poucos cidadãos estupefatos que restaram. E assim se cumpriram as previsões nada bem-vindas, mas muito reais, de um fazendeiro catador de figos: “Certamente chegará o tempo em que vocês serão levados com ganchos, e os últimos de vocês com anzóis” (4:2).

Profeta Profissional? Certamente não. Apenas alguém que foi direto ao ponto.

Fonte: Bíblia de Estudo Desafios de Todo Homem | Via Sou da Promessa


quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Jesus e os milagres

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Por John Stott em Ultimato Online

[...] o valor dos milagres de Cristo se encontra menos em seu caráter sobrenatural do que em seu significado espiritual. Eles eram tanto “sinais” quanto “maravilhas”. Nunca foram realizados como exibição de poder ou de forma insensata. Seu propósito não era chamar a atenção ou demonstrar autoridade.

Podemos dizer que os milagres eram representações das parábolas de Jesus, uma expressão visual de suas declarações. Suas obras eram dramatizações de suas palavras.

João percebeu isso claramente. Seu Evangelho gira em torno de seis ou sete “sinais” selecionados (veja 20.30-31) e relacionados às grandes declarações “Eu sou” feitas por Jesus. O primeiro sinal foi a transformação da água em vinho na festa de casamento em Caná da Galileia. Esse não é exatamente um milagre edificante. A sua importância está além das aparências. João nos diz que as jarras de pedra estavam preparadas para os “rituais judaicos de purificação”. Esta é uma boa dica.

A água representa a antiga religião, assim como o poço de Jacó no capítulo 4, rico em associações com o Antigo Testamento. O vinho significa a religião de Jesus. Ao transformar a água em vinho, a mensagem que estava sendo transmitida era de que o evangelho havia tomado o lugar da lei. O sinal anunciava que Jesus tinha competência para inaugurar uma nova ordem. Ele era o Messias. Logo depois, quando a mulher samaritana perguntou-lhe se era o Messias, ele disse: “Eu o sou, eu, que falo contigo”.

Do mesmo modo, ao alimentar cinco mil pessoas, ele estava ilustrando sua declaração de satisfazer a fome do coração humano. “Eu sou o pão da vida”, ele afirmou. Pouco depois, ele abriu os olhos de um cego de nascença, depois de ter declarado: “Eu sou a luz do mundo”. Se ele foi capaz de restaurar a vista aos cegos, certamente poderia abrir os olhos dos homens para que vissem e conhecessem a Deus.

Finalmente, ele trouxe de volta à vida um homem chamado Lázaro, que estava morto havia quatro dias, e afirmou: “Eu sou a ressurreição e a vida”. Ele ressuscitou um morto. Isso é um sinal. A vida do corpo simboliza a vida da alma. Enquanto estamos vivos, Cristo é a nossa vida, após a morte Cristo é a certeza da nossa ressurreição.

Todos os seus milagres são parábolas, pois os homens estão espiritualmente famintos, cegos e mortos, e somente Cristo pode satisfazer a sua fome, restaurar a sua vista e ressuscitá-los para uma nova vida (João 6.35; 8.12; 11.25).

Fonte: Cristianismo Básico. Stott, John, página 39, 40.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

A Luz do Mundo

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Por R. C. Sproul em Ministério Fiel - Traduzido por Wellington Ferreira

“Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida” (João 8.12)”.

Circulavam muitas opiniões sobre a pessoa de Cristo durante seu ministério público. Alguns pensavam que ele era o grande profeta escatológico (dos fins dos tempos – Jo 7.40), enquanto outros achavam que ele era realmente o Messias (Jo 7.41). Essas opiniões quase fizeram com que Jesus fosse preso por causa da desordem que elas causavam (Jo 7.41-43). Entretanto, “ninguém lhe pôs as mãos”, porque “ainda não era chegada a sua hora” (Jo 7.30, 44). O segundo “EU SOU” de Jesus segue esses acontecimentos. Face a face com uma mulher adúltera e com os fariseus, ele declarou: “Eu sou a luz do mundo” (João 8.12)”.

Luz e trevas são temas importantes que encontramos nas Escrituras. Luz é freqüentemente usada para descrever a Deus e sua glória. Em suas epístolas, João nos diz que “Deus é luz, e não há nele treva nenhuma” (1 Jo 1.5). Jesus, ao chamar a si mesmo de luz do mundo, estava se referindo novamente à sua divindade. Para que não haja dúvida quanto à sua reivindicação, há mais dois relatos dos evangelhos que nos mostram, com clareza, que Jesus compartilhava da mesma luz de Deus, o Pai. O primeira deles é o da transfiguração (Mt 7.1-13), na qual Jesus irradiou, de si mesmo, a refulgente glória de Deus. O fato de que Jesus compartilhava da mesma luz do Pai é também evidente em João 1. Este capítulo nos diz que o Verbo era Deus (1.1) e que este Verbo, que assumiu a forma humana em Jesus Cristo, era a Luz que resplandece nas trevas (1.4).

A referência de Jesus às trevas, em João 8.12, é notável porque a Bíblia usa freqüentemente as trevas como uma metáfora da cegueira espiritual (Sl 107.10; Jo 3.19). Essas trevas não podem reprimir a glória de Deus em Jesus Cristo porque as trevas nunca vencem a luz (Jo 1.5).

Embora as trevas do pecado não obscureçam a glória de Cristo, alguns homens não entendem quem Cristo é. Na ocasião descrita em João 8.13-20, os fariseus rejeitaram o testemunho de Cristo a respeito de si mesmo porque diziam que faltava a segunda testemunha exigida pela lei, a fim de comprovar a sua veracidade. Jesus lhes respondeu dizendo que, mesmo testemunhando sozinho, seu testemunho era suficiente, porque ele sabia de onde viera e para onde estava indo. Jesus viera para cumprir a lei e disse aos fariseus que havia realmente duas testemunhas, o Pai e o Filho. Contudo, os fariseus não entenderam isso porque estavam preocupados somente com os detalhes da lei e não com a Pessoa para a qual esses detalhes apontavam.

Quando lemos as Escrituras, podemos nos tornar excessivamente preocupados com os detalhes e as complexidades de suas exigências, a ponto de esquecermos que toda a Bíblia aponta para Cristo. Enquanto você lê a Bíblia e estuda-a, peça ao Espírito Santo que o ajude a perceber como todos os detalhes nos remetem a Cristo.


Do original em inglês: The Light of the World (Coram Deo). Revista Tabletalk, vol. 28, nº 1.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

A casa de Deus, lugar de glória

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Por Hernandes Dias Lopes em Palavra da Verdade

O rei Davi escreveu: “Eu amo, Senhor, a habitação de tua casa e o lugar onde tua glória assiste” (Sl 26.8). Davi era um homem sedento por Deus. Tinha glórias e riquezas, sucesso e fama, mas seu prazer estava no Senhor. Podia frequentar os lugares mais belos, conhecer os lugares mais exóticos, mas o seu prazer era estar na presença de Deus, na casa de Deus.

Davi não ama o lugar em si, amava a presença na Deus. Davi não amava uma visita passageira e irrefletida na casa de Deus, mas amava a habitação da casa de Deus. Desejava estar na casa de Deus, mais do que qualquer outro deleite da vida. Ele buscava isso com todas as forças de sua alma. Tinha anseio por Deus como os guardas anseiam pelo romper da alva. Tinha sede de Deus como as corças que correm sôfregas e arquejantes para as correntes de águas.

Davi desejava habitar na casa de Deus, pois a casa de Deus é o lugar onde a glória de Deus assiste. O que é a glória de Deus? A glória de Deus não é um atributo de Deus como sua santidade e amor. A glória de Deus é a somatória de todos os atributos de Deus em seu pleno fulgor. É a manifestação máxima da presença manifesta de Deus. Davi, amava a casa de Deus porque amava a Deus.

Quando encontramos Deus, encontramos o sentido da vida. É na presença de Deus que existe plenitude de alegria. É à destra de Deus que existe delícias perpetuamente. Deus é a fonte das águas vivas. O manancial de paz e alegria. Nele temos vida em abundância. Ele é o nosso prazer, nossa herança, a razão da nossa vida.

Glorificar a Deus é a razão da nossa existência, o fim principal do homem. O centro do universo é Deus e não o homem. O humanismo idolátrico é uma distorção, uma deturpação do significado da vida. Quanto mais o homem exalta a si mesmo, menos ele se conhece e mais ele se perde nos labirintos de sua própria alma. Porém, quanto mais o homem se volta para Deus, para amá-lo, conhecê-lo, frui-lo e glorificá-lo, mais encontra o sentido da vida.

Só em Deus desfrutamos de vida maiúscula e superlativa. Só Jesus, o Filho de Deus, tem vida abundante para dar. Só nele desfrutamos de alegria indizível e cheia de glória. Quando Deus é o nossa herança, a nossa alegria e a nossa motivação, então, estar na casa de Deus, na presença de Deus, é a maior de todas as aventuras, o maior de todos os prazeres, o sentido maior da nossa própria vida.

Missões não é a principal missão da igreja; adoração é. A principal missão da igreja é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre. Fazemos missões para que Deus seja glorificado na salvação dos pecadores. Fazemos missões para que as nações se voltem de seus ídolos para Deus e o adorem em espírito e em verdade.

Fazemos missões para que todos aqueles que foram comprados com o sangue do Cordeiro, procedentes de todas as tribos, povos, raças, línguas e nações ouçam a voz do bom, grande e supremo pastor e façam parte de seu rebanho. Fazemos missões para que a salvadora graça de Deus brilhe nos salvos, pelos séculos eternos. Fazemos missões para que os perdidos sejam encontrados, os cativos sejam libertos e os que vivem no reino das trevas sejam trasladados para o reino da luz.

Fazemos missões para que todos os que foram amados de antemão, predestinados na eternidade, chamados no tempo, justificados pelo sangue do Cordeiro e selados com o Espírito Santo da promessa, desfrutem da glória eterna e exaltem o Filho de Deus, por tão grande salvação, pelos séculos sem fim.

Oh! Que nossa alma se deleite mais e mais em Deus, porque quanto mais perto de Deus e quanto mais cheios de Deus, mais prazer teremos na adoração e mais comprometidos seremos no cumprimento da grande comissão. Adoração desemboca em missões e missões tem como propósito adoração!


domingo, 17 de agosto de 2014

Se não escaparmos do pecado, não escaparemos do choro

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Se quisermos chorar menos, temos de pecar menos. Existe uma relação entre choro e pecado. Seja pecado próprio, seja pecado dos outros. Seja pecado recente, seja pecado remoto. Naturalmente, o pecado de grande vulto provoca muito mais lágrimas que o pecado de menos gravidade. Mas, se não escaparmos do pecado, não escaparemos das lágrimas.

Em suas memórias, ao saber em primeira mão que a cidade de seus antepassados ainda estava em ruínas, Neemias escreve: “Quando ouvi isso, eu me sentei e chorei. Durante alguns dias, eu fiquei chorando e não comi nada” (Ne 1.4). No ano 586 antes de Cristo, o exército de Nabucodonozor, rei da Babilônia, entrou em Jerusalém e incendiou o Templo de Salomão, o palácio do rei e as casas das pessoas mais importantes da cidade, além de derrubar suas muralhas e levar para fora do país boa parte de sua população (Jr 52.12-34). Essa tragédia sem igual aconteceu por causa do pecado dos reis e do povo de Israel, como os profetas anunciaram repetidas vezes e com bastante antecedência.

Personagens importantes choraram amargamente depois de terem pecado contra Deus. O que aconteceu com Pedro quando o galo cantou na casa de Caifás? Marcos conta: “Então Pedro caiu em si e começou a chorar” (14.72). Os dois outros Evangelhos Sinóticos são mais enfáticos: “Então Pedro saiu dali e chorou amargamente” (Mt 26.75; Lc 22.62).

O advérbio “amargamente”, relacionado com o sofrimento causado pelo pecado, aparece pelo menos mais uma vez na Bíblia. Na época dos juízes, todas as tribos de Israel choraram amargamente na presença de Deus (Jz 21.2). E não era para menos, pois o povo cometeu uma longa série de erros para corrigir o brutal abuso contra uma mulher em trânsito pela cidade benjamita de Gibeá, a ponto de deixá-la morta em frente à porta da casa onde ela havia se hospedado. O pecado dos rapazes que cometeram a violência sexual acabou provocando uma guerra civil que matou 65 mil soldados e a população masculina de Gibeá (Jz 19.1--20.48). Depois de tal pecado, o que se poderia fazer, senão chorar amargamente?

Chora-se imediatamente após o pecado ou algum tempo depois por causa do peso da mão do Senhor sobre a cabeça do pecador, por causa do remorso, por causa do arrependimento, por causa das consequências naturais, por causa da vergonha do pecado cometido diante da família, da igreja e da sociedade, por causa do castigo infligido em vida pelos homens e por Deus.

Quanto mais vincularmos o pecado ao choro, melhor será para o gênero humano. É um benefício que se presta ao pecador. É uma prova de amor que se lhe dá. É uma pregação do evangelho. Porque, além de todos os choros que acontecem dentro do tempo, há outro choro, do outro lado da vida terrena. Um choro diferente, que não passa, não acaba, não termina. É o choro eterno, provocado pelo pecado não assumido, não confessado, não colocado nos ombros do “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”, não perdoado, não redimido. É impressionante o fato de Jesus se referir seis vezes a esse choro em seus discursos e parábolas (Mt 8.12; 13.42, 50; 22.13; 24.51; 25.30). Em todos esses versículos, Jesus declara que na eternidade os não salvos serão jogados fora, na escuridão, na fornalha de fogo, “onde vão chorar e ranger os dentes de desespero”!

Se em nossa presente caminhada quisermos chorar menos, temos de pecar menos. Mas, se o pecador não redimido não quiser chorar para sempre na eternidade, que ele seja humilde hoje e aceite o evangelho!

Revista Ultimato