quinta-feira, 17 de abril de 2014

Jesus o Cordeiro Santo de Deus

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Por Rodolfo Garcia Montosa em Instituto Jetro

Porque a nossa Festa da Páscoa está pronta, agora que Cristo, o nosso Cordeiro da Páscoa, já foi oferecido em sacrifício. (1 Coríntios 5.7b NTLH)

O cordeiro será sem defeito (Ex 12.5). Essa era a condição estabelecida para que o sacrifício fosse aceitável perante Deus. Não foi diferente com o sacrifício de Cristo.

Para preencher a condição, Jesus nasceu em santidade. Como disse o apóstolo Paulo, por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram. (Rm 5.12) Em outras palavras, o pecado entrou no código genético da humanidade a partir de Adão, passando de geração a geração. Para resolver essa situação foi necessária a ação do Espírito Santo no ventre da virgem (Mt 1.18). Por isso o anjo declarou a Maria: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também, o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus. (Lc 1.35)

Além de nascer santo, Jesus viveu em santidade. O apóstolo Paulo declarou que Cristo não conheceu o pecado (2 Co 5.21). O autor de Hebreus disse que Jesus foi tentado do mesmo modo que nós, mas não pecou (Hb 4.15 NTLH). O apóstolo Pedro ensinou que Cristo não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca; pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente (1 Pe 2.22, 23).

O apóstolo João afirmou que em Cristo não existe pecado (1 Jo 3.5). Jesus mesmo desafiou seus interlocutores mais agressivos perguntando: Qual de vocês pode provar que eu tenho algum pecado? (Jo 8.46 NTLH) Imagine que, quando criança, Jesus nunca chorou para manipular seus pais, quando adolescente não se desviou para conseguir a aprovação de seus amigos, quando jovem não insultou nem desonrou alguém. Nunca foi egoísta, nem preguiçoso. Sua mente nunca soube o que é um pensamento maligno. Seu coração nunca experimentou qualquer motivação pecaminosa. Nenhuma transgressão. Nenhuma iniquidade. Era o cordeiro sem defeito e sem mácula (1 Pe 1.19).

Foi assim em toda a sua vida até o momento que Jesus morreu em santidade. Isso foi claramente percebido por muitos. Pilatos, por exemplo, perguntou diante da multidão que queria sua crucificação: Que mal fez ele? (Mt 27.23) Nos momentos que precederam sua morte, um dos malfeitores reconheceu: Nós, na verdade, com justiça, recebemos o castigo que os nossos atos merecem; mas este nenhum mal fez. (Lc 23.39-41)

No momento que Jesus morreu, o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo; tremeu a terra, fenderam-se as rochas; abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos, que dormiam, ressuscitaram; e, saindo dos sepulcros depois da ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a muitos ... Vendo o centurião o que tinha acontecido, deu glória a Deus, dizendo: Verdadeiramente, este homem era justo. (Mt 27.51-54; Lc 23.47) Jesus foi obediente até à morte e morte de cruz (Fp 2.8).

Do começo ao fim, sem pecado. De eternidade a eternidade, santo. Não houve um momento sequer da vida de Jesus em que o pecado o tenha tocado. Por isso, Deus o ressuscitou, rompendo os grilhões da morte; porquanto não era possível fosse ele retido por ela. (At 2.24)

Ao contrário do primeiro Adão, que pecou em um mundo antes sem pecado, carregando todos para a morte, o último Adão, Jesus, não pecou mesmo em um mundo mergulhado no pecado, transportando todo aquele que nEle crê para a vida eterna. Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos. (Rm 5.19)

A nossa Festa da Páscoa está pronta. Vamos celebrar!


quarta-feira, 16 de abril de 2014

A ressurreição de Cristo, fundamento da nossa esperança

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Por Hernandes Dias Lopes em Palavra da Verdade

As melhores notícias do mundo vieram de um túmulo vazio. A tumba vazia de Cristo é o berço da igreja. Se a morte tivesse triunfado sobre Jesus, estaríamos desprovidos de esperança. A ressurreição de Cristo é a pedra de esquina da nossa fé, o alicerce da nossa esperança, a garantia absoluta de que caminhamos para um glorioso amanhecer e não para um ocaso tenebroso. A morte não tem mais a última palavra. Seu aguilhão foi arrancado e porque Cristo vive, podemos crer no amanhã.

Destacaremos três realidades benditas sobre a ressurreição de Cristo.

1. A ressurreição de Cristo é um fato incontroverso – Cristo ressuscitou e apareceu a Pedro, aos doze apóstolos, a mais de quinhentas pessoas de uma só vez, a Tiago e a Paulo. Várias testemunhas oculares presenciaram Jesus com um corpo de glória. Sua ressurreição não foi uma surpresa, mas uma profecia. Tanto o Antigo como o Novo Testamento anunciaram sua bendita realidade. Jesus a proclamou com clareza antes de ser entregue nas mãos dos pecadores. A ressurreição de Cristo abalou o inferno, fez estremecer os inimigos e perturba ainda hoje os céticos. Muitas foram as tentativas para negar esse fato incontroverso. Há aqueles que negam que Jesus tenha de fato morrido. Outros dizem que os discípulos roubaram o seu corpo. Outros afirmam que as mulheres foram ao túmulo errado no primeiro dia da semana. Mas, a ressurreição não é um embuste, mas uma verdade absoluta e incontestável. Se Cristo não ressuscitou, ele seria um lunático e não o Filho de Deus. Se Cristo não ressuscitou, um engano salvou o mundo. Se Cristo não ressuscitou, os mártires que verteram seu sangue morreram por uma causa tola. Se Cristo não ressuscitou, então, nós somos os mais infelizes de todos os homens.

2. A ressurreição de Cristo é uma verdade transformadora – A ressurreição de Cristo produziu um profundo impacto na vida dos discípulos. Eles estavam trancados de medo por causa da fúria dos judeus, mas quando a porta o túmulo foi aberta, eles foram trancados por falta de medo. Então, eles se dispuseram a ser presos, açoitados e mortos por causa dessa convicção. O poder da ressurreição inundou o coração deles de santa convicção e eles saíram a pregar, no poder do Espírito, a mensagem do Cristo ressurreto. Essa mensagem como rastilho de pólvora espalhou-se por todo o mundo. Corações endurecidos foram quebrados. Barreiras de incredulidade foram derrubadas. O império das trevas foi saqueado e uma multidão de pessoas foram salvas e, transportadas para o Reino da luz. Ainda hoje, a mensagem da ressurreição transforma vidas, restaura famílias e nos dá razão para cantar mesmo em face da morte.

3. A ressurreição de Cristo é uma esperança gloriosa – A ressurreição de Cristo é a garantia da nossa ressurreição. Ele levantou-se dos mortos como primícias de todos aqueles que um dia ouvirão de seus túmulos a voz de Deus e airão. Paulo afirma que se Cristo não ressuscitou é vã a nossa pregação e vã a nossa fé. Se Cristo não ressuscitou ainda permanecemos nos nossos pecados e os que dormiram em Cristo pereceram. Se Cristo não ressuscitou somos falsas testemunhas de Deus e nossa esperança está fadada ao fracasso total. Mas, de fato Cristo ressuscitou como o primeiro da fila. A ele seguiremos. No último dia, quando a trombeta de Deus ressoar e quando se ouvir a voz do arcanjo, o Senhor Jesus descerá dos céus e os mortos sairão de seus túmulos. Teremos, então, um corpo incorruptível, poderoso, glorioso, espiritual e celestial, semelhante ao corpo da sua glória. Essa esperança não é algo vago, mas uma convicção gloriosa. Nosso corpo surrado pela doença, debilitado pelo peso dos anos, timbrado por fraquezas e deficiências se revestirá de uma beleza indescritível, de uma perfeição indizível e de uma glória inefável.


segunda-feira, 14 de abril de 2014

Rainha de Sabá

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Por Emilio Garofalo Neto em Reforma 21

Uma das mulheres mais misteriosas das Escrituras é a Rainha de Sabá. Sabemos menos sobre ela do que gostaríamos, mas temos coisas preciosas que o Espírito Santo quis nos revelar. Sua história encontra eco em nossa própria história. Ela aparece num interessante relato em 1 Reis 10, assim como em 2 Crônicas 9. A Bíblia nos conta que Salomão, em toda sua riqueza, sabedoria e glória, teve sua fama espalhada por terras longínquas. Pessoas se interessavam em ouvir sobre este homem tão grandioso.

Aqui temos a rainha da região de Sabá, cujo nome não aparece nas Escrituras, uma poderosa governante de um reino ao sul de Israel; reino cheio de poder e riqueza. De alguma forma ela ouviu falar da sabedoria de Salomão e decidiu que iria viajar mais de mil quilômetros para conferir.O que a levou a fazer tão cansativa peregrinação? Talvez mera curiosidade, talvez genuínas dúvidas sobre o mundo, talvez algo terrível por que passara e desejava entender. Essa rainha queria saber acerca da suposta grande sabedoria do grande Salomão. Mas mais do que isso, ela ouvira que isto estava de alguma forma ligado ao Deus de Salomão, pois havia “ouvido a fama de Salomão, com respeito ao nome do Senhor”. Ela chegou a Jerusalém demonstrando sua glória com enorme comitiva, com camelos carregados com especiarias, ouro, pedras preciosas e dúvidas persistentes.

Note que esta mulher poderosa, riquíssima e humanamente gloriosa, se dispôs a se deslocar a fim de aprender. Ela queria saber algo acerca da glória de Salomão e como ele se relacionava com o SENHOR. Ninguém chega num ponto da vida onde não há mais nada a aprender. Não importa quantas décadas caminhando junto a Deus, todos temos muito o que crescer. Humildade envolve ir buscar o conhecimento de Deus na fonte correta. Precisamos de guias, sejamos nós plebeus ou rainhas. Ela foi e conferiu. Ela investigou, ela perguntou, ela testou a sabedoria de Salomão e ficou assombrada em ver que ele era capaz de responder todas as suas perguntas. Mulheres piedosas precisam aprender a ir até a fonte da sabedoria divina e investigar, tratar suas dúvidas, ver e aprender da sabedoria de Deus. Piedade envolve uma disposição de deslocar-se e desafiar suas pressuposições, de humilhar-se e aprender de outro, de rever suas posições quando confrontada com a verdade. Pois como a Rainha de Sabá, todos nós temos dúvidas, todos nós temos perplexidades, todos nós temos questões não resolvidas. Deus aguenta nossas dúvidas. Deus não teme nossos questionamentos. Venha, veja, examine. Mas venha como a rainha de Sabá, disposta a ser surpreendida quando encontrar alguém que supera suas expectativas.

Salomão respondeu todas as suas perguntas difíceis, “nada lhe houve profundo demais que não pudesse explicar.” Curiosamente a Bíblia não nos conta sobre o que exatamente eles falam… você não gostaria de saber quais foram as charadas que ela interpôs? Você não gostaria de conhecer as sábias respostas? É interessante notar que ela viu mais do que sabedoria pura e simples. Isto foi mais que um teste intelectual que leva a rainha a bendizer o nome do SENHOR e presentear o rei com inúmeros favores. O texto bíblico nos mostra algo interessante; o que a impressiona não é apenas a sabedoria de Salomão, mas a sabedoria encarnada em vida. Ela viu o conhecimento de Salomão, e viu como este conhecimento implicava em sua vida e seu governo, e por consequência na vida daqueles a seu redor. Ela viu sabedoria em forma viva; sabedoria em ação, no seu palácio, no seu cuidado com os súditos, na sua forma de tocar o país…

Sabedoria encarnada. Não mero conhecimento abstrato. “Vendo, pois, a rainha de Sabá, toda a sabedoria de Salomão, e a casa que edificara e a comida de sua mesa, e o lugar de seus oficiais, e o serviço de seus criados, e os trajes deles, e os copeiros, e o holocausto que oferecia na Casa do SENHOR ficou como fora de si e disse ao rei: Foi verdade a palavra que a teu respeito ouvi na minha terra e a respeito da tua sabedoria. Eu, contudo, não cria naquelas palavras, até que vim e vi com os meus próprios olhos. Eis que não me contaram a metade, sobrepujas em sabedoria e prosperidade a fama que ouvi. Felizes os teus homens, felizes estes teus servos, que estão sempre diante de ti e que ouvem a tua sabedoria! Bendito seja o SENHOR, teu Deus, que se agradou de ti para te colocar no trono de Israel… para executares juízo e justiça” 1 Reis 10. 6-9.

Este mesmo Salomão escreveu um livro acerca das perguntas e perplexidades da vida: Eclesiastes. Um livro um tanto amedrontador e por vezes difícil de lidar; mas que faz conosco algo precioso: leva-nos a questionar o que sabemos sobre a vida, a satisfação e o futuro. Trata de diversas de nossas dúvidas, ao mesmo tempo em que levanta outras. Salomão no final do livro nos explica que o propósito do livro era nos guiar, com palavras dadas pelo pastor, a fim de que com verdade e beleza fossemos atraídos a Deus.

Pois nenhum de nós tem todas as respostas e sequer entendemos completamente o que conhecemos. A perplexidade é parte da vida. Aonde iremos para ouvir as respostas? Quem poderá mostrar sabedoria encarnada para peregrinos de hoje? Há alguém maior que Salomão? A rainha de Sabá levou suas dúvidas até ele, mas quem pode responder as dúvidas dele expressas em Eclesiastes? Precisamos de alguém maior que Salomão.

Precisamos de um guia que seja ao mesmo tempo nosso alvo. Um guia melhor que Salomão, que lide com as perguntas eternas. Um guia maior que Moisés, que não somente se refestele na glória de Deus, mas seja a própria expressão perfeita dele. Um guia melhor que Arão que possa comparecer diante do tribunal e mostrar sangue puro em nosso favor. Um guia maior que Jó, e que tenha perdido ainda mais que ele ao se ver no olho do furacão. Um guia melhor que Abel e que tenha tido sangue realmente inocente derramado. Um guia mais puro que José, e que tenha experimentado traição. Um guia melhor que Davi, que não somente tenha um coração como o de Deus, mas que de alguma forma consiga um coração assim pra mim e para cada um dos seus.

Há alguém assim? Tem alguém que qualifique? Não procure nos palácios em Jerusalém. Não procure na casa de Faraó, não procure nas universidades. Passe pela cruz no monte da caveira; ele passou por lá e manchou o mundo de vermelho. Fique à vontade para olhar a tumba; ela está vazia. Há alguém que pode responder todas suas perguntas. Pois é a sabedoria de Deus. Eis um rei sábio maior que Salomão. Sobre o poeta que é maior que Davi e que escreve com luz e é a luz do mundo.

Deus utiliza todas as coisas deste mundo para atrair seu povo até Jesus Cristo. As notícias sobre QUEM ele é chegaram até nós de alguma forma e se crermos iremos caminhar em sua direção, como peregrinos. As coisas difíceis que passamos, a alegria que sentimos, a gratidão no coração, a verdade que aprendemos e as tristezas que enfrentamos, tudo isso é projetado para nos fazer ir até Cristo e conferir se é verdade o que é dito acerca dele. Deus vem preparando-nos e atraindo-nos para aquele que é maior que Salomão. Deus chama todos a virem e investigarem, a ouvirem e compreenderem, a se submeterem ao entendimento de quem ele é.

A Bíblia nos diz que Jesus Cristo é alguém maior que Salomão. Cristo ultrapassa em glória, riqueza e sabedoria, mesmo aquele que é o ápice de todos os sábios do mundo. Curiosamente, Cristo é a própria sabedoria de Deus, encarnado e agindo cheio de graça e de verdade. E a promessa bíblica é que, se crermos e viermos, um dia chegaremos diante dele. A vida a caminho de Nova Jerusalém também é uma peregrinação por terras desérticas e difíceis. Levamos nossos presentes achando que iremos impressioná-lo, mas nós é que ficaremos chocados ao ver quão grande ele é. A vida rumo à Nova Jerusalém para ver o rei sábio não é fácil. É agridoce. Tem fumaça, mas também tem dias claros. Ele que é a Sabedoria de Deus, que morreu numa tola cruz por nossa tolice. Ele que dirige nossas vidas e que esquadrinhas nossos corações. Ele que é grande em nosso barco pequeno. Um dia você chegará lá na casa dele. Tem lugar preparado pra você.

Você já planejou o que vai dizer ao encontra-lo?

Não sei se irás conseguir falar muito ao encontrá-lo. Mas se der pra falar, e as palavras sumirem diante da Palavra de Deus, deixo-vos com uma humilde sugestão: parafraseie as palavras da rainha de Sabá. Pois como ela, você está sendo atraído a Nova Jerusalém pelo que ouviu falar dele no Evangelho. A beleza, a verdade, a justiça… tudo isto te atraiu a Ele. Ao se encontrar com teu sábio rei, verás a Casa que ele edificou. Verás os seus servos e seus trajes. Mais importante, verás o holocausto que foi oferecido na casa do SENHOR: o próprio Filho de Deus. Penso que ficarás como que fora de si.

Poderás então dizer:

“É verdade o que me contaram a seu respeito na terra em que eu vivia… agora eu vejo com meus próprios olhos…felizes os que estão diante de ti e ouvem sempre a tua sabedoria…Deus se agradou de ti e te colocou no trono para sempre… Tua sabedoria, tua glória e tua beleza superam em muito o que eu imaginava. Sobre ti, não me contaram nem a metade.”

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Sem mim nada podereis fazer

2 comentários:

Por Fernando Duarte em Sou da Promessa

Todo nós temos sonhos à concretizar, alguns deles são maiores já outros são menores, mas o que importa afirmar é que os sonhos fazem parte da nossa vida. Dizem que “quem não sonha não vive”. Alguns dias atrás alguém me disse que “sonhar não custa nada”. Fiquei então refletindo naquela afirmação e em parte concordei, mas por outro lado fique imaginando: e quando os sonhos não fazem parte dos planos de Deus? Nesse mesmo instante me lembrei da História que está registrada no livro do Gênesis 11.1-9, a qual é um relato bíblico bastante conhecido e que conta a história da “torre de Babel”. Ao lembrarmos desse relato, na maioria das vezes pensamos em confusão, pois o nome “babel” está relacionado a tumulto, onde ninguém se entende e etc.

Entretanto existem algumas lições importantes e pouco divulgadas nesse texto da Bíblia Sagrada e que podem nos fazer refletir na vida em que escolhemos viver nesse mundo pós moderno e tão exigente. A primeira lição está registrada no v.4. “Vamos construir uma cidade, com uma torre que alcance os céus. Assim nosso nome será famoso e não seremos espalhados pela face da terra”. Aqui podemos perceber que os desejos principais daqueles povos eram a fama, a grandeza, a soberba e a ostentação.

Quantas vezes somos impulsionados a pensar da mesma maneira hoje em dia, seja em qualquer atividade que nos propomos a realizar tudo tem ser grandioso, mega espetacular e temos que “virar literalmente celebridade”. Diferentemente do princípio bíblico que diz: “Portanto, humilhem-se debaixo da poderosa mão de Deus, para que ele os exalte no tempo devido”. I Pedro 1.5.

A segunda lição é a rebelião daqueles povos contra Deus. Deus havia dado uma ordem para eles em Gênesis 9.7. Nessa passagem, Deus pede que os povos habitem a terra e se multipliquem a fim de dominar cada canto do globo terrestre. Desprezando a ordem divina aqueles homens não querem se espalham na terra e rejeitam a ordem do Criador. Estamos vivendo um período bem parecido como este, os filhos se rebelam contra os pais, contra os professores, o funcionário se rebela contra o patrão e muitos não querem mais se submeter à autoridade constituída. Esse negócio de “eu sou rebelde” faz tempo, traz para as famílias e relacionamentos um prejuízo incalculável. O princípio bíblico diz que quem ama a Deus lhe obedece.

A terceira e última lição nos mostra o quão frágil se torna um projeto ou sonho sem a aprovação divina. A torre de babel não estava sendo construída para a glória de Deus, mas sim para o engrandecimento do homem “… que o nosso nome seja famoso…”

O ser humano desde o Éden possui o desejo de grandeza, a “serpente” quando estava dialogando com Eva diz à ela que se comesse o fruto da árvore que estava no meio do jardim ela seria igual a Deus. Portanto muitos dos projetos humanos estão carregados de mania de grandeza. Com relação a esse aspecto, podemos observar que o homem sempre tenta se auto promover, seja na área que for nós às vezes queremos ser iguais ou melhores que Deus. Quanta pretensão! Portanto o que podemos aprender com essa história, é que qualquer projeto ou sonho que não é para a glorificação do nome do Senhor Jesus Cristo, e que possui atitudes de rebeldia está fadado ao fracasso.

A torre de babel e todos os projetos daqueles povos foram desmantelados pelo próprio Deus, ensinando a nós o que está registrado em Provérbios. 19.21 “Muitos são os planos no coração do homem, mas o que prevalece é o propósito do Senhor." Jesus também nos dá outra orientação em João 15.5 “Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dará muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma”.

Que todos os nossos sonhos e projetos estejam de acordo com a vontade de Deus, só assim seremos mais do que vencedores!

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Resgatando a biblicidade na pregação

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Por Isaltino Gomes Coelho Filho em Instituto Jetro

"Resgatar" é o termo correto. Há "igrejas" em que as pessoas não usam a Bíblia nem precisam levá-las. Já vi cultos assim, mas me reservo o direito de não citar onde e qual denominação assim age, para não criar melindres. Como resgatar a biblicidade na pregação e no ensino da igreja?

Tendo uma cosmovisão bíblica.

Quero voltar ao termo. Cosmovisão bíblica significa ler o mundo pela Bíblia. Significa reconhecer sua autoridade para interpretar as atitudes dos homens e o rumo dos eventos. Ela é a base e o conteúdo da pregação, não ilustrações enlatadas, nem conceitos de classe média ou do contexto social em que a igreja e o pregador estão inseridos.

Uma cosmovisão bíblica é questão teológica, e não caturrice do pregador. É o reconhecimento de que existe uma fonte de verdade fora de nós (não apenas como pessoas, mas como cultura) e que essa fonte de verdade é, especificamente, a Palavra de Deus verbalizada e proposicional. Buscar referenciais na cultura secular é pregar prego na areia, porque a cultura secular é mudancista enquanto a Bíblia se propõe a ser a Palavra de um Deus que não muda nem se contradiz. Referenciais extrabíblicos são suicídio teológico.

A crucificação do pregador.

Saio do nível teológico e global, e entro no pragmático e pessoal. O pregador deve dizer como Micaías: "Vive o Senhor que o que o Senhor me disse, isso falarei" (2Cr 18.13). Há muita gabolice, "achismo" e conceitos pessoais emitidos como sendo Palavra de Deus. "O profeta que teve um sonho devia contá-lo como um simples sonho. Mas o profeta que ouviu a minha mensagem devia anunciá-la fielmente. Que vale a palha comparada com o trigo?" (Jr 23.28). Fale a Palavra de Deus. Suas esquisitices e sua visão pessoal do mundo são palha.

A questão de crucificação do pregador é que seu ego deve morrer no púlpito. Quem deve brilhar no púlpito? O pregador ou a Palavra? Por que o pregador deve ser sempre como o herói da história? Por que seus conceitos pessoais devem ser levados a sério? O pregador sério que tem um púlpito sério é escravo da Palavra. Fala o que ela fala e cala onde ela cala. Não é o nosso falar, nosso discurso pessoal nem nossa estrutura de argumentação que são relevantes. Nossa relevância vem do fato de que somos homens que falam a Palavra Relevante de um Deus Relevante. O que tornou Billy Graham o grande evangelista e o pregador do século não foram seus recursos, mas seu "A Bíblia diz" repetido constantemente.

Ter consciência da seriedade da missão.

O Dr. Jerry Key comentou de um esboço de sermão em que o pregador anotou ao lado: "Nesta altura, dar um murro no púlpito por que o argumento é fraco". Um pregador sério levará a sério, estudará a Palavra com afinco, terá intimidade com ela, e a exporá com respeito. Pregar é mais que gritar e bater no púlpito. Em uma igreja em que pastoreei, preguei certa vez em Mateus 12.20: "O morrão que fumega". Falei de como Jesus se compadece dos fracos, que fumegam, já sem luz, esgotados e acabados. Findo o culto, uma senhora me disse: "Se o que o senhor disse é verdade, me ajude. Eu tinha decidido me suicidar hoje, e vim à igreja por ato social, em amizade com uma amiga que é membro aqui. Seria meu último gesto social".

E se eu tivesse ido ao púlpito para dar o relatório da última assembleia convencional ou apenas para gastar o tempo? Se tivesse contado várias piadas para "quebrar o gelo"? Quando um pregador sobe ao púlpito deve ter em mente que cada pessoa do auditório colocou trinta minutos de sua vida nas mãos dele. E que esses minutos podem fazer uma diferença enorme. Quer material mais seguro para se usar neste tempo que a Palavra de Deus? Quer algo mais vivo e mais poderoso? Nossa missão é muito séria. Nós pregamos a Palavra de Deus e não nossas ideias. O púlpito é o instrumento para a proclamação da Palavra e não lugar para exibição e autoglorificação. Ao ir ao púlpito o pregador deve estar encharcado das Escrituras.

Tendo insatisfação consigo mesmo.

O bom pregador nunca está satisfeito com seus sermões. Sempre procurará melhorar a si e a eles. Quando reviso meus sermões procuro ver o quanto dos argumentos poderia ser melhorado, e quanto da Bíblia poderia ter ficado mais claro. Após a pregação repasso o filme na cabeça. A Bíblia ficou mais clara? Deixei o texto compreensível? As conexões foram exatas? Analiso se minha proposta de deixar o texto claro e compreensível ao auditório foi conseguida. Mas a análise é sempre por este ângulo: assimilaram mais da Bíblia?

Esta insatisfação do pregador deve ter outro ângulo: ele nunca conhece a Bíblia suficientemente. Nunca deixa de lê-la e de estudá-la. Choca-me saber de colegas que ironizam pastores que estudam e que, na ironia, chamam-nos de "pastores de gabinete". Os pastores devem ser homens da Bíblia, devem estudá-la com afinco, devem ler bons livros que aumentem seu conhecimento sobre ela. O problema é que o ativismo é visto como sinal de importância. E a reflexão e o estudo da Palavra são vistos como irrelevância. Na igreja primitiva, os apóstolos deixaram questões menores para seus auxiliares e foram se dedicar à oração e à pregação (At 6.4).

Fica-me a impressão de que hoje não há tempo para os pastores orarem nem estudarem para pregar. Eles acham que têm coisas mais importantes para fazer, inclusive supervisionar a colocação correta dos tijolos na construção. O pastor deve ser um homem da Bíblia, deve lê-la e estudá-la diariamente, e deve se sentir insatisfeito quando não consegue fazer isso. Se a Bíblia ocupar este lugar em suas emoções, será proeminente em seu púlpito.

Vem só agora, mas não é o menos importante: amor pela Bíblia.

O pregador deve ser um homem que diga o Salmo 119.97 com seriedade: "Como eu amo a tua lei! Penso nela o dia todo". Homens que passam a semana toda sem lê-la e, no sábado, angustiado a folheiam em busca de sermão, não honram o púlpito porque não amam a matéria do púlpito. A visão utilitária das Escrituras é danosa. Relembrando saudosamente o castiço português do Pr. Éber Vasconcelos, que por tantos anos honrou o púlpito batista, ele que foi o "Príncipe do Púlpito": "A visão há que ser sempre passional". A leitura da Bíblia não pode ser profissional, mas passional. Feita com amor, com paixão.

Só um homem apaixonado pela Bíblia deixará a Bíblia marcada na vida dos ouvintes. Alguém poderá ser apreciado pela boa oratória, outros pela gesticulação e outros mais pela imponência, mas para ser apreciado como um homem da Bíblia, só mesmo tendo amor por ela. O resgate da biblicidade em nossa pregação passa por aqui, pelo amor à Palavra. Este amor produzirá respeito e até mesmo temor. É chocante a falta de reverência para com a Palavra de Deus.

O pregador deve amar, respeitar e valorizar a Palavra de Deus. Isto é mais que usar a Bíblia. Usar todo mundo usa: testemunhas de Jeová, mórmons, adventistas do sétimo dia, mas subordinam-na a outros livros. O pregador da Bíblia deve se envolver com a Bíblia. Deve ser o livro mais lido, mais amado e mais respeitado por ele. Não é onde ele vai buscar sermão. É onde ele busca alimento para si. Ai da igreja cujo pastor só lê a Bíblia em busca de sermão. Ela ouvirá sermões medíocres. A única maneira proveitosa de lê-la é com fome. Quando o pastor tem fome da Bíblia e mostra isso, o povo passa a ter fome da Bíblia. O rebanho não será melhor que o pastor. Não amará mais a Jesus que o pastor. Não terá mais interesse pela Bíblia que o pastor. Eis a postura: amar, respeitar e valorizar a Bíblia. Disse Al Martin: "o solo onde medra a pregação poderosa é a vida do pregador" .

O pregador deve fugir da ideia de que deve ser original, espetaculoso, para ser bom pregador.

Ver nas Escrituras o que nunca alguém viu em 2.000 anos de estudo da Palavra de Deus. O foco deve ser a Palavra e não o pregador. Quando o pregador aparece mais do que a Palavra é para se ficar alerta. E se algum de nós aparece muito, no púlpito, mais que a verdade que pregamos, confessemos o pecado de querer tomar o lugar do que é Divino. Devemos pregar o arroz com feijão, porque o arroz com feijão mantiveram a igreja em pé por séculos. O texto de 1Coríntios 1.23: "Mas nós pregamos a Cristo crucificado". Que lembrança! E que saudades do tempo em que nossa marca maior era os versículos bíblicos pintados nas paredes dos templos, e não as caixas de som!

Seriedade na exposição.

Alguns pregadores têm o hábito de começar com uma piada para "quebrar o gelo". Parece que alguns moram na Sibéria porque há muita piada. Humor é uma coisa. Pândega é outra. Conforme Al Martin: "Ninguém pode ser, ao mesmo tempo, um palhaço e um profeta (...). Isso não quer dizer que não devamos ser autenticamente humanos, e que a habilidade natural de rir envolva qualquer elemento de pecaminosidade, ou que fosse pecaminosa a alegria natural que se deriva de um riso que procede do fundo do coração. Entretanto, o esforço desnatural de certos pregadores para serem ‘contadores de piada', entre a nossa gente, constitui uma tendência que precisa acabar" .

O pregador não deve usar a Bíblia para subsidiar seus conceitos pessoais ou dar suporte ao seu ministério. Um colega de seminário me disse certa vez: "Isaltino, preparei um sermão para arrebentar! Expus todos os problemas da igreja! Só preciso de um texto bíblico agora!". Ele não tinha um sermão. Tinha uma lista de desaforos que queria dizer ao povo. Sobre esta atitude, eu diria: "Pregue com amor!". Se repreender, faça com amor. Mesmo machucado, faça com amor. Lembre-se de 1Coríntios 16.14: "Façam tudo com amor". Não se pode ter uma pregação bíblica com um coração iracundo ou ressentido. Já preguei com o fígado. Isso é muito ruim. Quando o fígado toma o lugar do coração, ou a gente muda a atitude ou muda de igreja.

O sermão não pode ser um item a mais na ordem do culto.

O pessoal de música se zanga quando se diz que a pregação é o momento mais importante do culto. "Isto quer dizer que o resto não valeu nada?", é a pergunta feita. Não se deve pôr na boca alheia palavras que eles não disseram. Não é o único momento importante, mas é o mais importante do culto. Nos cânticos, falamos a Deus. Nas orações, falamos a Deus. Na pregação, Deus nos fala. Ouvir Deus é mais importante que falar a Deus. Ele nos conhece sem que haja uma palavra em nossa boca (Sl 139.4). Mas nós não o conhecemos tanto assim.

E foi pela loucura da pregação (kerygma), e não do louvor que ele escolheu salvar o mundo (1Co 1.21). Permitam-me compartilhar uma perspectiva de ministério. Procuro fazer dos cultos o carro chefe da vida da igreja. Seu planejamento é motivo de oração e de entrosamento de todas as partes. Publico no boletim os temas e os textos das mensagens do culto seguinte. Entrego a quem faz as ordens de culto os esboços dos sermões que serão pregados. Todas as leituras, todos os hinos e as mensagens musicais devem se relacionar com o assunto.

Tudo caminha junto, na mesma direção, e assim a pregação se torna o clímax de um culto organizado. Tudo é importante, mas o momento "climáxico", a pregação, se beneficiou das outras partes. A grande vantagem é que o culto passa a orbitar, em termos de conteúdo, ao redor da Bíblia. Não apenas a mensagem é bíblica, mas o culto é bíblico.

Conclusão

Minha conclusão é bem singela. Pregar a Bíblia é mais que técnica. É alma. Lembro uma citação de James Stewart: "A pregação não existe para a propagação de ideias, opiniões e ideais, mas para a proclamação dos poderosos atos de Deus". Esses atos poderosos estão registrados nas Escrituras. Como Wright expõe em seu livro O Deus que age, a Bíblia não é apenas a palavra, mas é o livro dos atos de Deus. Deus falou e Deus agiu. Pregar é proclamar os atos de Deus na história e na vida das pessoas. Sem a Bíblia não temos o registro dos atos de Deus na história e seus atos na vida das pessoas ficam sem parâmetro. As Escrituras são o parâmetro para ver se o que acontece na vida das pessoas é de Deus ou não.

As maiores necessidades de um pregador são espiritualidade e estudo. Ele deve cuidar de sua vida, antes e acima de tudo. "Não fiquem me olhando assim por causa da minha cor, pois foi o sol que me queimou. Meus irmãos ficaram zangados comigo e me fizeram trabalhar nas plantações de uvas. Por isso, não tive tempo de cuidar de mim mesma" (Ct 1.6b). "Não tive tempo de cuidar de mim" é algo trágico a um pregador.

Ele também deve estudar. Deve comprar livros de bom nível. Não a sucata espiritual que se vende por aí, onde alguém teve uma experiência e quer que todo mundo a tenha. O púlpito deve ser analítico e isso demanda estudo e seriedade. Deve haver do pregador um estudo constante e rotineiro. Esta é mais sublime tarefa que uma pessoa pode receber: falar em nome de Deus. Isto deve infundir em nós um profundo senso de terror. Isto é sério! Façamos com zelo a nossa tarefa e busquemos ser sempre melhores. A mediocridade e a estagnação são incompatíveis com nossa missão como pregadores. Façamos um uso honesto e dignificante do púlpito. Que o nome do Salvador brilhe e não nós. O lema de todo pregador deve ser João 3.30: "Ele tem de ficar cada vez mais importante, e eu, menos importante".

Termino com as palavras de Deus a Ezequiel: "Come este livro" (Ez 3.1).




Este artigo faz parte de um estudo publicado no site do Pr. Isaltino Coelho, para ler na íntegra clicar aqui.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Jesus Cristo é tão poderoso que, se não tivesse entregado a si mesmo, ninguém, em todo o universo, poderia matá-lo.

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A este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, tomando-o vós, o crucificastes e matastes pelas mãos de injustos (Atos 2:23).

Jesus é poderoso. E isso é verdade. Ele é tão poderoso que, se não tivesse entregado a si mesmo, ninguém, em todo o universo, poderia matá-lo. Pode até soar um pouco estranho este tema, mas é fato: o nosso Senhor é realmente “O Jesus ‘imatável’”. Ele mesmo confirma isso: "Ninguém tira [a minha vida] de mim, mas eu a dou por minha espontânea vontade. Tenho autoridade para dá-la e para retomá-la" (Jo 10:18). Com base na palavra de Deus, podemos afirmar que Jesus é “Imatável”, mas, por amor, ele se permitiu morrer para nos salvar. Para entendermos essa verdade bíblica, vamos, partindo de At 2:23, destacar três razões da morte de Jesus.

I – O Jesus “IMATÁVEL” morre porque a sua morte é divinamente planejada:

Observe como começa este versículo: “A este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus” (At 2:23). Preste atenção, por favor, na palavra “conselho”. Ela equivale a “designo” ou “plano”. Em seguida, vem a palavra “presciência”. O que essas palavras nos ensinam sobre a morte de Jesus? Mostram-nos que a sua morte não foi um acidente. Não ocorreu por acaso. Ela é resultado de um projeto previamente elaborado.

Veja como está escrito na Nova Tradução Linguagem de Hoje: “Deus, por sua própria vontade e sabedoria já havia resolvido que Jesus seria entregue”. A cruz de Cristo é uma idéia de Deus. Por quê? “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16). Para nos salvar, Deus enviou o próprio filho para morte. Jesus desceu da sua glória, fez-se carne e marchou vitoriosamente para cruz. Não havia um caminho mais fácil! A salvação para você é de graça, mas, para Deus, custou tudo: a vida de seu filho. Esse era o plano de salvação, que foi arquitetado antes da fundação do mundo (Ap 13:8). E, nele, Deus investiu tudo para que você fosse salvo! É maravilhoso saber que fazemos parte dos planos do Pai.

Volte, por favor, o seu olhar para o texto de Atos. Observe, desta vez, a palavra “determinado”, cujo significado é: “delineando as fronteiras”. Isso quer dizer que o Pai já havia estabelecido tudo acerca da morte de Jesus. Na mente de Deus, já havia um propósito definido, um lugar escolhido, uma forma apropriada e um momento certo para acontecer. E tudo aconteceu como Deus determinou. O Gólgota não foi algo que fugiu ao seu controle. De acordo com o profeta Isaías, “ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar” (Is 53:10). O texto de At 2:23 segue dizendo: “... tomando-o vós, o crucificastes e matastes pelas mãos de injustos”. Perceba que, nesse versículo, a morte de Jesus é atribuída, simultaneamente, à “vontade de Deus” e à “maldade do homem”.

A profundidade e o alcance dessa soberania divina são de tirar o fôlego. São a chave para nossa salvação. O Senhor o planejou e, por meio de homens malditos, trouxe ao mundo a maior de todas as bênçãos! Isso não inocenta aqueles que mataram Jesus. Contudo, sem saber, ao crucificarem Jesus, eles estavam fazendo a vontade do Deus Soberano (At 3:26-27). Ao afirmar que “o mataram, pregando-o na cruz”, o apóstolo Pedro não coloca em dúvida a já citada declaração de Jesus: “Ninguém tira a minha vida de mim”. Sabe por quê? A prisão e a morte de Jesus, naquela sombria quarta-feira, só aconteceram porque ele permitiu, porque ele quis!

Essa é a primeira razão por que o “Imatável” morreu: Ele veio cumprir o plano de Pai, um plano de amor pela humanidade. A cruz de Cristo é a maior demonstração do amor de Deus por nós! A Bíblia diz que Deus nos provou o quanto nos ama: “Cristo morreu por nós quando ainda vivíamos no pecado” (Rm 5:8, NTLH). Ele planejou que o Filho estivesse ali: “Deus nos amou e mandou o seu filho para que, por meio dele, os nossos pecados fossem perdoados” (I Jo 4:10, NTLH). Talvez eu esteja aqui falando com alguém que não se sente amado. Se for o seu caso, gostaria de que você soubesse que a morte de Jesus foi divinamente planejada por sua causa! Deus lhe ama tanto que não poupou seu próprio Filho para salvar você (Rm 8:32). Deus se importa com você! Antes mesmo de nascer, você já estava nos planos dele.

II – O Jesus “IMATÁVEL” morre porque a sua morte é totalmente voluntária.

O versículo que estamos analisando inicia-se assim: “A este que vos foi entregue” ou “sendo este entregue”. Quem entregou Jesus para ser morto? Judas? Com certeza, não! Embora seja o mesmo verbo usado, quando este traiu Jesus, não é a Judas que o texto se refere. Na carta de Paulo aos Efésios, capítulo 5, versículo 2, diz a segunda parte do versículo: “Cristo nos amou e se entregou por nós como oferta e sacrifício de aroma agradável a Deus”. Foi o próprio Jesus que entregou a si mesmo! Sua morte é um ato de entrega totalmente voluntária.

Por três vezes, homens tentaram matar Jesus antes do tempo:

A primeira tentativa foi logo que Jesus nasceu. Herodes, o Grande, fez de tudo para matá-lo. Ficou furioso e ordenou que matassem todos os meninos de dois anos para baixo, em Belém e nas proximidades (Mt 2:16). Herodes era um adversário de peso, era mau, cruel e poderoso. Ele fora capaz de matar a sogra, os cunhados, a própria esposa e os próprios filhos. Mas, contra Jesus, nada pôde fazer (Mt 2:13-14).

A segunda tentativa de matá-lo foi no início de seu ministério. Numa sinagoga, após ler o texto do profeta Isaías, capítulo 61, ele disse: “Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir”. Os judeus presentes ali ficaram furiosos e o levaram até um precipício e quiseram jogá-lo dali para matá-lo. Mas, misteriosamente, ele passou pelo meio da multidão e foi embora (Lc 4.30).

Numa terceira tentativa, já no final do seu ministério, quiseram apedrejá-lo, mas ele saiu ileso (Jo 8:58).

Essas são provas de que Jesus é, de fato, imatável! Sua morte, na cruz, só aconteceu porque ele se entregou. Há um detalhe impressionante nas narrativas sobre a crucificação. Perceba que nenhum dos quatro evangelhos diz que Jesus “morreu”.

Parece que, propositalmente, os evangelistas evitam essa palavra. A mensagem evidente é esta: Jesus não foi vencido pela morte. Ele não foi mais uma vítima da morte, mas a capturou como vencedor. As expressões usadas pelos evangelistas confirmam a autoridade de Jesus sobre sua própria vida e o seu controle sobre sua morte. Marcos diz que ele com um alto brado, expirou (Mc 15:37), e Mateus diz que ele entregou o espírito (Mt 27:50). No mesmo sentido, Lucas escreve as seguintes palavras: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23:46). Mas a expressão usada por João é a mais forte e contundente. Ele afirma que Jesus “curvou a cabeça e entregou o espírito” (Jo 19:30, NVI).

Ele o entregou. Ninguém tomou dele. Jesus deu a sua vida. Note que, antes disso, ele “curvou a cabeça”. Essa expressão não significa que ele tenha morrido e que sua cabeça tenha caído sobre o peito. Pelo contrário, este foi o último ato de submissão e entrega à vontade do Pai, e, só depois, ele morreu.

Desse modo, Cristo confirma que sua morte foi um ato voluntário seu. Ele poderia escapar da morte à hora que quisesse. Mas, por livre e espontânea vontade, oferece a si mesmo, de maneira total.

Jesus sabe o que é sofrer! Ele conhece todo tipo de sofrimento: traição, solidão, abandono, humilhação, ofensas, dores e até a morte. Ele conhece a sua dor, meu irmão! Por outro lado, talvez você nunca entenda o quanto Jesus sofreu. Mas é importante saber: O “Imatável” se entregou por você! Talvez você pense que não vale nada, mas olhe agora, pela fé, para Jesus no Calvário, pois foi ali que ele lhe deu real valor. Ele o comprou não com ouro ou prata, mas com seu próprio sangue (I Pe 1:18). Pagou o mais alto preço! Jesus “Imatável” morreu só porque se entregou. Sua morte é totalmente voluntária.

III – O Jesus “IMATÁVEL” morre porque a sua morte é plenamente substitutiva.

De acordo com o sermão de Pedro, a morte de Jesus não foi permitida sem um objetivo. Nela havia um propósito. A questão central, em At 2:23, não é: “quem o matou” ou “como ele morreu”, mas, sim: “por que ele morreu” ou “qual o significado de sua morte”. Foi numa cruz que Jesus morreu para nos salvar. Pergunto: Por que a cruz? Será que não havia outra forma de nos salvar? Deus não poderia ter evitado a morte de seu filho? No dia em que entendermos o que realmente aconteceu naquela quarta-feira à tarde, lá no Calvário, seremos as pessoas mais felizes deste mundo.

Mas o que aconteceu lá? Voltemos nossos olhos para o Éden, onde Deus deu uma ordem ao ser humano: “De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn 2:16-17). Nessa ordem, está estabelecido um princípio justo de retribuição e merecimento, isto é, quem obedece, merece a vida, e quem desobedece, merece a morte. O que aconteceu no Éden? O homem escolheu desobedecer. Então, o que ele merece? A morte. Qual o salário do pecado? A morte (Rm 6:23).

Em Romanos, capítulo 5, versículo 12, lemos: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Rm 5:12). Todos estávamos condenados à morte. Mas acontece que o ser humano não quer morrer. É como se ele dissesse: “Pai, eu pequei, e mereço morrer, mas, por favor, eu não quero morrer”. Essa situação cria um santo “conflito” entre a justiça e o amor de Deus. De acordo com a justiça, o ser humano pecou e deve morrer, mas, por lado, Deus ama o ser humano. O que fazer, então?

O princípio é claro: Se há pecado, deve haver morte, pois, “sem derramamento de sangue, não há remissão de pecados” (Hb 9.22). A palavra de Deus não volta atrás. O delito não pode ficar impune. Só há uma saída: alguém que seja justo que queira morrer em seu lugar. É aqui que entra o precioso Jesus, “o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29). Ele veio a este mundo, tornou-se homem e habitou entre nós (Jo 1:14).

Ele foi um ser humano de verdade. Jesus viveu 33 anos como um de nós; foi tentado em tudo, mas não pecou em momento algum. Ora, se ele viveu como homem e não pecou, o que ele merece? Viver, é claro! E nós, irmãos? Somos miseráveis pecadores e merecemos morrer. Acontece, então, a substituição. Jesus tomou o nosso lugar. Ele morreu a nossa morte para vivermos a sua vida.

Foi isso o que aconteceu, lá no Calvário. Uma troca de amor. Ele pagou a nossa dívida. Na cruz, o Senhor exclamou em alta voz: Tetelestai!, que significa “Está consumado!”. Nos dias de Jesus, era comum pregar um documento com a acusação na porta da cela de um preso. Mas, quando o preso cumpria a pena, o documento era arrancado da porta e gravado sobre ele a palavra “tetelestai”, ou seja, “cumprida na totalidade”. O documento era entregue em suas mãos e ninguém mais podia acusá-lo daqueles crimes. Quando Jesus disse a palavra “consumado”, estava dizendo “a dívida está quitada”. Glória a Deus por isso!

Ali, ele perdoou nossos pecados, reconciliou-nos com Deus e nos concedeu a vida eterna. “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8:1).

Saiba: ele fez tudo isso por você. Que amor maravilhoso! Não há nada mais urgente do que corresponder a esse amor! Adore-o com toda intensidade. Sirva-o com tudo que você é e por toda a sua vida. Ame-o com todo seu coração.

Conclusão:

Gostaria de que você, por um instante, pensasse no tamanho do amor de Deus. Pensasse na cruz. Na morte daquele que é “Imatável”. Sabendo que tudo isso foi por mim e por você. Antes mesmo de nascermos, já estávamos nos planos divinos., Por nossa causa, o Pai planejou que seu Filho viesse a esse mundo e morresse. E ele veio! Ele entrou em nossa história, viveu como um de nós, sofreu a nossa dor e derramou a sua alma na morte. Ele é o “Imatável” que se permitiu morrer. É o Soberano que se humilhou. É o Deus que, sendo bendito, se fez maldição por nós (Gl 3:13). O Jesus “Imatável” é aquele que tomou nosso lugar e, como nosso representante, cumpriu a lei que nós quebramos. Ele é o nosso substituto na cruz. Assumiu a cruz como o único recurso de manifestar-nos a sua justiça e o seu amor. Ele é aquele que foi desamparado na cruz para que fôssemos aceitos pelo Pai. Ele suportou a morte mais horrível para que tivéssemos vida, e vida com abundância. Já dizia Sttot:

“Devemos vir humildemente à cruz, merecendo nada a não ser juízo, implorando por nada a não ser misericórdia, e Cristo nos libertará da culpa do pecado e do pavor da morte”

Louvado seja o Cordeiro de Deus!


Comentário PCamaral:

Tenho especial carinho por este texto. A palavra IMATÁVEL, foi escolhida para representar bem que: Ninguém tem poder para matar Jesus! Ele é ETERNO, IMORTAL, e só poderia experimentar a morte se assim o quisesse.

Por amor, Ele quis! Por graça e misericórdia Ele quis!

Obrigado Senhor Jesus! Eu sou o pior dos pecadores, muitas vezes viro às costas para ti, deixo de ler a Tua palavra, deixo de orar, faço birra como uma criança mimada. Mas mesmo assim, sabendo que eu faria isso Tu escolheu morrer no meu lugar!

Obrigado Senhor Jesus!


Obs; Texto publicado em 8 de outubro de 2009 com o titulo "O Jesus Imatável."


domingo, 6 de abril de 2014

Lembre-se sempre de Jesus Cristo

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O Jesus do qual nunca podemos nos esquecer é o Jesus da Bíblia, o Jesus dos quatro Evangelhos, o Jesus do evangelho que Paulo pregava!

A quem o apóstolo Paulo endereçou a exortação “Não perca Jesus de vista”? Por mais curioso que possa parecer, não foi a uma das igrejas por ele fundadas na Europa mediterrânea, nem a algum novo convertido, nem a algum candidato ao ministério. O “Lembre-se sempre de Jesus Cristo” está na última das treze cartas escritas por Paulo, entre os anos 64 e 68 depois de Cristo. Ela foi dirigida a Timóteo, que não era mais aquele jovem que o apóstolo havia levado a Cristo, no mínimo vinte anos antes. Quem sabe Timóteo teria agora uns 40 anos!

Além do mais, o pedido de Paulo foi dirigido a alguém que havia herdado a fé sincera de sua mãe Eunice e de sua avó Lóide (2 Tm 1.5); a alguém que o apóstolo chamava de “meu verdadeiro filho na fé” (1 Tm 1.2); a alguém que havia acompanhado Paulo em suas viagens missionárias desde o início da segunda viagem, por volta do ano 51 depois de Cristo (At 16.1-3); a alguém que havia sido seu companheiro de prisão em Roma por volta do ano 60 depois de Cristo (Fm 1); a alguém que havia sido corremetente de seis das treze cartas de seu pai na fé (2 Coríntios, Filipenses, Colossenses, 1 e 2 Tessalonicenses e Filemom); e a alguém que seria, segundo a tradição, o primeiro bispo de Éfeso.

Tudo isso indica que perder Jesus de vista é um perigo real, para qualquer pessoa e em qualquer tempo. Significa também que as igrejas de hoje, os ministros religiosos de hoje e os crentes de hoje precisam levar continuamente a sério a advertência de dois milênios atrás: “Lembre-se sempre de Jesus Cristo” (2Tm 2.8)!

Perdemos Jesus de vista quando desprendemos os olhos dele, quando viramos as costas para ele, quando o tiramos do foco, quando o colocamos de lado ou o empurramos para trás, quando projetamos nossa sombra sobre ele e quando o substituímos por qualquer outra pessoa ou coisa.

Lembre-se sempre do Jesus certo

Não é para ter em mente o Jesus errado. Paulo deixa claro a Timóteo: “Lembre-se sempre de Jesus Cristo, “que é” de descendência humana e que ressuscitou segundo o meu evangelho” (J. B. Phillips).

Outras versões ajudam a entender melhor ainda o texto paulino: “Não se esqueça nunca do fato maravilhoso de que Jesus Cristo foi um homem nascido na família do rei Davi; e que também era Deus, como foi demonstrado pelo fato de que ele se levantou novamente dentre os mortos” (CV); “Visualize este quadro: Jesus, descendente de Davi, ressuscitou dos mortos” (AM).

O Jesus que absolutamente não podemos perder de vista não é um Jesus qualquer. Não é filho de Maria e José nem filho bastardo de Maria (Jo 8.41). Não é um misterioso extraterrestre. Não é um megalomaníaco (Jo 7.4), um doente mental (Jo 10.20) nem um endemoninhado solto por aí (Jo 8.49). Não é um milagreiro nem um mercenário religioso (Jo 10.11). Não é um Mahatma Gandhi, um Martin Luther King nem uma Madre Teresa de Calcutá. Não é um agitador das massas nem um revolucionário. Não é um pobre coitado nem alguém que gosta de sofrer. Não é um homem morto, sepultado, putrefato e reduzido a pó. O Jesus do qual nunca podemos nos esquecer é o Jesus da Bíblia, o Jesus dos quatro Evangelhos, o Jesus do evangelho que Paulo pregava!

Lembre-se sempre do Jesus incrível

Do Jesus que sempre existiu -- no princípio mais remoto possível, Jesus já estava com Deus e já era Deus (Jo 1.1).

Do Jesus sem o qual nada do que existe teria sido feito (Jo 1.3, 10).

Do Jesus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29).

Do Jesus que “veio à terra com o firme propósito de exterminar as atividades do Diabo” (1Jo 3.8, Phillips).

Do Jesus que está colocando debaixo de seus pés todos os poderes hostis à criatura e à criação, inclusive a morte, aquele monstro até então implacável, cujo lábio superior alcança os céus e o inferior encontra-se ao rés do chão (1Co 15.26).

Do Jesus que há de vir com poder e muita glória, sob o olhar de todo ser humano de qualquer tempo e raça (Mt 24.30).

Do Jesus que transformará os vivos e ressuscitará os mortos, tornando-nos outra vez semelhantes a ele (1Ts 4.15-17).

Do Jesus que retira do mapa e da história o paraíso perdido e coloca no lugar dele o paraíso recuperado (Ap 21.5).

Lembre-se sempre do Jesus homem e Deus

É de John Stott o seguinte esclarecimento: Jesus não é “um Deus disfarçado de homem, nem um homem com qualidades divinas” (“Cristianismo Básico”, p. 27). Ele quer dizer simplesmente que Jesus é Deus e homem não sucessivamente, mas ao mesmo tempo. Ora Jesus referia-se a si mesmo como Filho do Homem -- “O Filho do Homem veio buscar e salvar quem está perdido” (Lc 19.10) --, ora como Filho de Deus -- “Vem a hora, e ela já chegou, em que os mortos vão ouvir a voz do Filho de Deus, e os que ouvirem viverão” (Jo 5.25). O Senhor tinha duas naturezas -- a natureza divina e a natureza humana. Jesus não deixou de ser Deus quando tomou a forma humana nem deixou de ser homem quando ressuscitou dentre os mortos.

Por ocupar um corpo humano, Jesus torna-se visível, audível e palpável. Ele tem fome, tem sede, tem sono, tem cansaço. Ele chora, paga impostos, ora, passa por privações e tentações. Por ser “a revelação visível do Deus invisível” (Cl 1.15), ele está acima das leis que regem o universo, de cuja criação ele participou. Por essa simples razão, Jesus acalma as ondas do mar e a fúria do vento, caminha por cima da superfície líquida do mar, transforma 600 litros de água em vinho da melhor qualidade, multiplica pães e peixes e seca a figueira sem frutos. Por não ter perdido nem reduzido sua divindade, Jesus “ia curando toda espécie de mal e doenças do povo” (Mt 4.23). Cura a mulher hemorrágica por doze anos, a mulher encurvada por dezoito anos, o homem de Betesda paralítico por 38 anos. Ele reimplanta a orelha de Malco, expulsa os demônios do geraseno e de Maria Madalena, perdoa os pecados da mulher pecadora e da mulher adúltera. Ele ressuscita uma adolescente que acaba de morrer, um jovem que está sendo levado para o cemitério e um homem de idade que já está em estado de putrefação. Por ser “Filho do Homem”, Jesus está dentro do tempo e do espaço, e é possível dizer que ele tinha oito dias de vida quando foi circuncidado, 12 anos quando dialogou com os mestres da lei e 30 anos quando iniciou o seu ministério. Por ser “Filho de Deus”, Jesus está fora do tempo e do espaço, e então é possível dizer que ele era mais velho que a própria mãe, mais velho que João Batista, que nasceu três meses antes dele, mais velho que Isaías, Davi, Moisés e Abraão, que viveram antes dele, respectivamente, 700, 1.000, 1.500 e 2.000 anos.

Não há nada mais saudável do que lembrar-se sempre do Jesus que aparece nos quatro Evangelhos!

Lembre-se sempre do Jesus imatável

O adjetivo “imatável” é uma palavra nova que precisa ser colocada entre as 400 mil palavras do português falado no Brasil e entre os 150 mil vocábulos inseridos na última edição do “Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa”. Ele é imprescindível, embora possa referir-se a uma única pessoa -- o Senhor Jesus Cristo. Sem ele não seria possível explicar em poucas palavras o que Jesus declarou quando se apresentou como o Bom Pastor: “Ninguém tira a minha vida de mim, mas eu a dou por minha própria vontade, [já que] tenho o direito de dá-la e de tornar a recebê-la [uma referência à sua ressurreição], pois foi isso que o Pai me mandou fazer” (Jo 10. 18). Outras versões dizem: “Ninguém a toma de mim -- eu a entrego porque quero” (AM); “Ninguém me tira a vida, mas por mim mesmo eu dela me despojo” (TEB).

Em outras palavras, Jesus poderia ter dito: “Ninguém tem poder sobre a minha vida”; “Ninguém me faz cair morto”; “Ninguém tem meios para me matar”; “Pois eu sou ao mesmo tempo imortal (aquele que não morre) e imatável (aquele que não pode ser assassinado)”.

Desde o berço até a idade adulta, houve pelo menos três sérias tentativas de assassinato contra Jesus, todas fracassadas.

“A primeira tentativa não deu certo” -- Porque os magos não lhe deram a informação solicitada, Herodes, o Grande, “ficou “furioso” e ordenou que matassem todos os meninos de dois anos para baixo, em Belém e nas proximidades” (Mt 2.16). Herodes era um adversário de peso. Homem cruel e sem escrúpulos, já havia mandado matar a sogra, Alexandra, os cunhados Aristóbulo e Costobardes, a esposa, Mariane, e os filhos Alexandre e Antípatro. Devem ter morrido uns vinte meninos de peito na ocasião (Herodes tinha 70 anos), mas Jesus não estava entre eles, pois José já o havia levado a salvo para o Egito (Mt 2.13-14).

“A segunda tentativa não deu certo” -- Quando Jesus engrossou o discurso feito em Nazaré no início de seu ministério, “todos os que estavam na sinagoga ficaram “furiosos”... [Então] levantaram-se, expulsaram-no da cidade e o levaram até o topo da colina a fim de atirá-lo precipício abaixo” (Lc 4.28-29). Jesus correu sério risco de vida porque estava no meio de pessoas “tomadas de cólera” (TEB) e à beira de um abismo. Todavia, nenhum mal lhe aconteceu porque o Senhor estranhamente “passou por entre eles e retirou-se” (Lc 4.30).

“A terceira tentativa não deu certo” -- Por não ter princípio nem fim, por ser autoexistente, por ser eterno, claro, Jesus era mais velho que Abraão. Isso quer dizer que Jesus não mentiu nem blasfemou ao declarar: “Eu sou o que sou muito antes que Abraão fosse alguma coisa” (Jo 8.58, AM). Não obstante, os judeus encheram as mãos de pedras para atirarem nele, “mas Jesus se ocultou [ou se escondeu, em outra versão] e saiu do templo” (Jo 8.58, ARA).

Apesar do cerco, da fúria e dos recursos dos seus oponentes, Jesus não foi atravessado pela espada em Belém, nem teve seu corpo esmagado em Nazaré, nem foi apedrejado em Jerusalém.

Se abrirmos o Apocalipse, encontraremos, embora figuradamente, mais uma tentativa de morte contra Jesus, certamente a mais brutal de todas. Um imenso e furioso dragão, identificado como o Diabo, se agacha diante de uma mulher em trabalho de parto para devorar a criança, identificada como o Messias, aquele que governará todas as nações. Todavia, logo ao sair do ventre da mãe, o filho é tomado e posto em segurança junto ao trono de Deus (Ap 12.1-7).

Não é possível abrir mão do adjetivo “imatável” (ou “inassassinável”) diante desses livramentos e diante da explicação dada pelo próprio Jesus: “Ninguém me tira a vida, mas por mim mesmo eu dela me despojo” (O que aconteceu quando se entregou para ser preso condenado e crucificado na Páscoa dos judeus).

Desde o berço até a idade adulta, houve pelo menos três sérias tentativas de assassinato contra Jesus, todas fracassadas.

Lembre-se sempre de Jesus Cristo!

Fonte: Revista Ultimato edição 346

sábado, 5 de abril de 2014

O Poder de Deus para Salvação

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Por PCamaral

Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê: primeiro do judeu, depois do grego. (Romanos 1:16)

Está sendo disseminada nas redes sociais, particularmente no facebook, um movimento denominado #eunaomeenvergonhodoevangelho. Eu achei muito legal e positivo. Vi diversos irmãos de minha congregação "cumprindo" a tarefa e publicando na rede. Funciona desta forma: Uma pessoa é desafiada a gravar um vídeo de curta duração onde lê um versículo bíblico e faz uma breve aplicação do texto e desafia outros irmãos a fazerem o mesmo em um determinado espaço de tempo, aquele que não cumpre se vê na "obrigação", rsrsrs, de doar uma Bíblia ao desafiante.

Por que achei muito legal e positivo? Primeiro porque para uma pessoa jovem - uma grande quantidade de videos que assisti eram de jovens - é bem difícil se expor desta forma, não são todos que o fazem e  alguns irmãos confessaram que gravaram seis, sete, oito vezes até achar que ficou bom para depois tomar coragem para publicar. Segundo porque fez com que tivessem contato com a Palavra de Deus, mesmo que por pouco tempo - hoje temos consciência que muito poucos jovens leem diariamente a Bíblia Sagrada - o contato com a Bíblia em casa, fora do templo, creio eu ser o lado positivo do  movimento.

Para ficar mais legal ainda e mais positivo posso sugerir alguns pontos a serem seguidos por aqueles que não se envergonham do evangelho, seriam:

1 - Vamos pregar o evangelho, com palavras e com atitudes - A Bíblia sagrada nos exorta a pregar a palavra, a estarmos preparados a tempo e fora de tempo (...) (2 Timoteo 4:2), mas para isto precisamos compreender a mensagem, crer na mensagem que vai ser compartilhada e viver essa mensagem.

2 - Leia a Bíblia diariamente. Dia após dia aplique-se a uma leitura sistemática das Sagradas Escrituras. Alimente-se da Palavra, Fortaleça-se na Palavra do Senhor. É ela, a Palavra, que o manterá forte e firme, Ela, a Palavra, é o poder de Deus para salvação.

3 - Conheça profundamente tudo sobre o plano de Deus para a salvação da humanidade. Como podemos compartilhar "boas novas" se não temos conhecimento do que seriam essas "boas novas"? Não pode acontecer isto na vida de um crente em Jesus. Devemos compreender corretamente a mensagem de que Deus, antes da fundação do mundo já sabia que o homem iria cair, iria pecar, iria desobedecer suas ordens. E Deus sabia que o homem seria incapaz de se reconciliar com Ele, restando ao homem apenas morrer eternamente, mas Deus, em Seu infinito amor "amou o mundo de tal maneira que enviou seu Filho unigênito para que todo aquele que Nele cresse não morresse mas vivesse eternamente". Pela graça somos salvos mediante a fé no Filho de Deus, a saber, Jesus Cristo!

4 - Aplique o que aprender da Palavra de Deus em sua vida diária, seja na igreja, em casa, no trabalho, na escola, na rua, onde estiver reproduza o caráter de Cristo. Eu disse no incio que achei bem legal e positivo este movimento, mas ele deve vir acompanhado da prática diária da Palavra de Deus. O que fazemos na igreja, em casa, no trabalho, na escola, na faculdade, na rua deve glorificar o nome do Senhor Jesus que nos salvou e nossas atitudes devem refletir o caráter de Cristo. Só assim, produzindo frutos dignos de arrependimento, é que estamos realmente, não nos envergonhando do evangelho e nem envergonhando o evangelho.

5 - Aproveite todas as oportunidades dadas por Deus para falar de Seu Plano de Salvação. Conheço um irmão em Cristo que não perde uma oportunidade de pregar as "boas novas". Em qualquer lugar em que esteja, seja conversando com uma só pessoa ou um grupo, sobre os mais variados assuntos, ele sempre encontra  uma "brecha" para falar sobre Jesus e o que Jesus fez na vida dele e o que Jesus pode fazer na vida do seu ouvinte.

Agora que você, após ler a Bíblia, e conhecer um pouco mais sobre este Deus que nos salvou e que deseja salvar mais e mais pessoas ainda, agora que você aplicou o que aprendeu na leitura da Palavra, não perca oportunidades, aproveite para compartilhar o plano de Deus para salvação de toda a humanidade.

Fale sobre o sacrifício de Jesus na cruz do Calvário morrendo por nós, dando Seu sangue em pagamento pelos pecados do mundo. Ele fez isto por mim e por você e por tantos quantos vierem a crer no Seu nome.

Medite na Palavra e tenha em mente a pergunta: O que Jesus faria em meu lugar? Lembre-se o evangelho é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crer.

Glórias a Deus!
Louvado seja o nome do Senhor Jesus!