segunda-feira, 2 de março de 2015

Atributos de um homem de Deus


Por Hernandes Dias Lopes em Palavra da Verdade

A viúva de Sarepta, dirigindo-se ao profeta Elias, disse: “Agora sei que és homem de Deus…” (1Rs 17.24). Quais foram os atributos desse homem de Deus?

Elias foi um homem que andou na presença de Deus (1Rs 17.1). 

Elias era um homem desconhecido, de uma família desconhecida, de um lugar desconhecido, mas um homem levantado por Deus em tempo de crise política e apostasia religiosa. Elias apresentou-se ao ímpio rei Acabe, para trazer-lhe uma palavra de juízo. Porque Israel estava rendido à idolatria, servindo a Baal, o deus da prosperidade, Deus fechou as comportas do céu e as chuvas foram retidas por três anos e meio. A seca implacável não foi apenas um fenômeno da natureza, mas um juízo divino ao povo rebelde. Elias disse ao rei: “Tão certo como vive o Senhor, Deus de Israel, perante cuja face estou, nem orvalho nem chuva haverá nestes anos, segundo a minha palavra”. Elias é um homem de Deus, porque vive na presença de Deus em vez de andar segundo os ditames do mundo.

Elias foi um homem que orou por grandes causas (1Rs 17.19-22). 

Inobstante Elias ser um homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos (Tg 5.17), foi poderosamente usado por Deus tanto na oração como na pregação. Elias falou a Deus e falou ao povo. Ele orou com instância para não chover, e não choveu (Tg 5.17). Ele orou, e o filho único da viúva de Sarepta ressuscitou (1Rs 17.19-22). Ele orou e o fogo do céu caiu, numa retumbante demonstração do poder de Deus diante da impotência dos ídolos (1Rs 18.36-39). Ele orou e o céu deu chuva novamente (Tg 5.18; 1Rs 18.42-45). Tiago ilustrou o princípio bíblico: “Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo”, inspirado na vida de Elias (Tg 5.16). Escasseiam-se em nossa geração os homens de oração. Precisamos não apenas de homens cultos e influentes na sociedade, mas, sobretudo, de homens conhecidos no céu, homens de oração. Nosso maior anelo é que se levantem, em nosso tempo, homens que tenham a humildade de se dobrarem diante de Deus, para que tenham a coragem de se levantarem diante dos homens.

Elias foi um homem que corajosamente confrontou o pecado (1Rs 17.1; 18.18; 18.21). 

Elias não foi um profeta da conveniência. Não fez do seu ministério uma plataforma de relações públicas. Jamais negociou a verdade. Nunca deixou de atacar firmemente as fortalezas do pecado. Anunciou o juízo de Deus sobre a nação apóstata. Confrontou o perverso rei Acabe, chamando-o de perturbador de Israel. Denunciou a atitude covarde do povo que vivia coxeando entre dois pensamentos. Desafiou os profetas de Baal, expondo aos olhos da nação a inoperância de seus ídolos. Precisamos de homens que tenham coragem de denunciar o pecado no palácio e na choupana. Na política e na religião. Na vida dos líderes e dos liderados.

Elias foi um homem em cuja boca a palavra de Deus era a verdade (1Rs 17.24). 

A viúva de Sarepta ao ver seu filho morto retornando à vida pela oração de Elias, afirmou: “… a palavra de Deus na tua boca é verdade”. Uma coisa é pronunciar a palavra de Deus; outra coisa é ser boca de Deus. Nem todas as pessoas que proclamam a palavra de Deus são boca de Deus. O profeta Jeremias diz que aqueles que são boca de Deus arrependem-se de seus pecados, andam na presença de Deus e apartam o precioso do vil (Jr 15.19). E. M. Bounds disse, com razão, que homens mortos tiram de si palavras mortas e palavras mortas matam. Lutero dizia que sermão sem unção endurece os corações. Nas palavras de Jonathan Edwards, precisamos de homens que tenham luz na mente e fogo no coração. Homens que conheçam não apenas a respeito de Deus, mas, sobretudo, conheçam a intimidade de Deus.

Que os homens crentes, fieis a Jesus Cristo, sigam as mesmas pegadas do profeta Elias, e sejam, em nossa geração, verdadeiros homens de Deus!



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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Cuidados na vida ministerial


Por Rodolfo Garcia Montosa em Instituto Jetro

Indo eles caminho fora, alguém lhe disse: Seguir-te-ei para onde quer que fores. Mas Jesus lhe respondeu: As raposas têm seus covis, e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça. A outro disse Jesus: Segue-me! Ele, porém, respondeu: Permite-me ir primeiro sepultar meu pai. Mas Jesus insistiu: Deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos. Tu, porém, vai e prega o reino de Deus. Outro lhe disse: Seguir-te-ei, Senhor; mas deixa-me primeiro despedir-me dos de casa. Mas Jesus lhe replicou: Ninguém que, tendo posto a mão no arado, olha para trás é apto para o reino de Deus. (Lucas 9.57-62).

Este pequeno trecho das Escrituras guarda importantes segredos para a vida de todo aquele que se aproxima de Jesus desejando segui-lo, trabalhar com ele e para ele. Vemos aqui três personagens que mostram três importantes cuidados que todos devemos ter diante do Senhor:

Cuidado com a precipitação. (v 57-58)

A palavra precipitação vem de precipício, que é abismo, ruína. Apesar de o primeiro "alguém" declarar palavras notáveis e impactantes, demonstra ser ansioso, precipitado, sem noção do custo de suas palavras. Dizem que precipitado é alguém que pensa com as pernas. Conhecendo o coração das pessoas, Jesus responde colocando o pé no chão, deixando de lado o glamour das multidões, milagres, poder, e mostrando o lado real do preço de ser discípulo: negação, sofrimento, sacrifício, serviço. Jesus não se agrada do trabalho que começa e logo termina. Por isso, pense bem antes de se oferecer ao Senhor.

Cuidado com a procrastinação. (v 59-60)

Procrastinar é prorrogar, postergar, adiar, delongar, demorar, retardar. Infelizmente é algo muito comum nas pessoas: "Em alguma outra hora seguirei. Não sei quando, mas no futuro." "Quando ficar mais velho." "Quando me aposentar." Isso é feito com um motivo nobre e aparentemente justo: "Tenho que aguardar meu pai falecer. Depois disto, seguirei." Jesus foi direto em palavra de ordem: vai e prega o reino de Deus. Em outras palavras: simplesmente, faça. Jesus não se agrada do trabalho que nunca começa. Por isso, pare de enrolar e comece a trabalhar para o Senhor.

Cuidado com a hesitação. (v 61-62)

Hesitar é vacilar, titubear, estar incerto, gaguejar, perder a firmeza, oscilar. Embora este provérbio seja atribuído a Hesíodo em cerca de 800 a.C., Jesus traz uma aplicação muito simples e direta. Quem começa a arar pra frente e, de repente, olha pra trás, não conseguirá traçar direito o sulco na terra. Fará um trabalho mal feito. Com o coração dividido jamais conseguiremos avançar no principal trabalho que temos de revolver a terra dos corações com o objetivo de prepará-los para receber a semente do evangelho. Não dá pra dirigir com os olhos no espelho retrovisor. Jesus não se agrada do trabalho que é feito, mas mal feito. Por isso, já que começou a fazer o trabalho, faça bem feito.

O evangelista Lucas relata que, em seguida a estas palavras, Jesus envia outros setenta discípulos de dois em dois para a missão, lembrando-os que rogassem ao Senhor da seara que mandasse trabalhadores, pois a seara é grande.

Nós somos resposta da oração dos discípulos de Jesus. Vamos, pois, começar com muita consciência, desempenhando imediatamente nosso papel ministerial, sem jamais olhar pra trás, mas tendo nossos olhos fixos no Senhor, avancemos na obra que é dele.




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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Igrejas e pastores num mundo que não existe mais


Por Derval Dasilio em Ultimato Online

Há um seleto grupo, compostos de profissionais da religião, cujas decisões influenciarão nos próximos anos a vida de milhões de cristãos, evangélicos, protestantes e católicos, ecumênicos ou não, clientes que poderiam gerar impactos sobre comunidades religiosas. Quem são os carismáticos ou pentecostalistas radicais? Quem são os crentes secularistas? Quem são os libertários? Se fossem interessantes, para além do proselitismo e da defesa apologética institucional, de cada uma das denominações avaliadas, quem professaria a identidade cidadã e cristã com maior aproximação dos valores do cristianismo apostólico?

Um glossário sobre os modelos mais frequentes, para uma síntese de uma pluralidade inumerável de tendências eclesiásticas nos dias atuais, pode ser útil. No Brasil de hoje os valores da religião se confundem com os da sociedade capitalista tradicional. Ocorre, o mesmo, com as igrejas, e com os profissionais dos púlpitos? O ponto mais agudo e tenso é aquele que, para se cumprirem as cláusulas do contrato social com a religião, admite-se uma forma comportamental domada, encilhada e submissa. Não há justificativa teológica que sustente a incapacidade de se ver os sinais dos tempos. Vejamos alguns aspectos ou tendências nas igrejas e pastores de hoje:

O apologismo reflete a crise de identidade das igrejas. Sem entender a força da modernidade, a nova moral, as democracias recentes, a tábua de salvação é procurada no calvinismo e luteranismo conservadores, principalmente. Faltam referenciais seguros, sociologicamente visíveis. O triunfalismo eclesiástico pretendido, ingênuo, abstrato, encastela-se nas igrejas mais ricas, enquanto a reação vem das igrejas pobres, entregues em total vulnerabilidade às teologias do movimento pentecostal contemporâneo. O pentecostalismo não se ocupa do apologismo, vai direto ao assunto: religião carismática. Em maioria esmagadora, cuida das raízes populares dominantes no Brasil.

Talvez o apologismo seja um modo de atenuar o impacto de uma espécie de “outro mundo” demarcando a topografia espiritual dos fieis. Igrejas, capelas, oratórios, santuários, templos, centros espíritas, terreiros, cemitérios, fazem parte da fronteira em que vivemos, entre um mundo real, concreto, e outro espiritual e abstrato. O apologismo visualiza mundos e culturas passados, enquanto acredita, anacronicamente, combater o cristianismo medieval antes da Reforma. Combate, mas reproduz seus valores conservadores.

O secularismo, porém, pretende que não estejamos mais diante de um universo religioso simbólico tomado por forças ocultas, medo e terror atribuídos ao sobrenatural. Assim, procura-se oferecer cura da alma e prazer garantidos, sem mistérios na natureza real do problema da vida religiosa em comum. Comunhão, coletividade eclesiástica e igualitarismo passam a ser assuntos proibidos ou desinteressantes. As igrejas comunitárias passam a ser lugar de encontros divertidos, ao invés de espaço de comunhão e reflexão.

Nesse setor, as pessoas desejam ser felizes não amanhã, mas hoje, agora, e talvez desde ontem. Para estas, algumas vezes, a saída da religião pela materialidade da vida, exige-se, para satisfazê-las, uma religião e um “deus ex machina” disponíveis para atender prontamente a seus desejos. Pastores secularizados se sentem obrigados a manter um cardápio “a la carte” para tornar suportável a vida do crente secularizado no mundo moderno. Nesse momento, contendo soluções prontas para os problemas do cotidiano, nada mais confortante que o consumo do luxo, sem esquecer a saúde, ou as clínicas estéticas a alto preço, para satisfazê-las.

Nota: Deus ex machina é uma expressão latina com origens gregas ἀπὸ μηχανῆς θεός (apò mēkhanḗs theós), que significa literalmente "Deus surgido da máquina"1 , e é utilizada para indicar uma solução inesperada, improvável e mirabolante para terminar uma obra ficcional.
O cardápio, nesse ponto, se amplia. Adeptos da secularização eclesiástica também gostam de falar de moral, embora entupidos pelas drogas farmacológicas “lícitas”, e alguma inclinação pela tolerância das ilícitas. Depois, vêm assuntos como ciência, religião, política, corrupção; esportes, amor, filhos, saúde, dietas, alimentação saudável, esteira rolante, próstata, eletrocardiograma, mamografia, ultrassom, colonoscopia, medicina de ponta... e mesmo assim chega o dia inevitável em que se vai depender dos caros planos de saúde, sequestrados pela caríssima medicina seletiva e privada. Poucas atividades são tão transparentes nas injustiças e desigualdades na sociedade moderna quanto ao escapismo secularista que toma igrejas e crentes.

O libertarismo jamais pretenderia a síntese das tendências anteriormente apontadas. Critica, também, o vazio das tendências secularistas, exigentes de pastores psicanalistas e de recursos de autoajuda alimentados nas fraseologias pseudoteológicas de todos os dias. Como indivíduos, o libertarismo se dirige aos considerados descartáveis, supérfluos, tidos como não merecedores da repartição dos bens culturais, econômicos e sociais.

Ao mesmo tempo, não pretende perder de vista a conversão individual, paradoxalmente coletiva. O libertarismo vai além, denuncia as estruturas e seus pecados, na sociedade, na política, na economia. Indigna-se e aponta as desigualdades. Projetos que aterrem no ambiente coletivo degradado, sob propostas concretas, malgrado as perplexidades do momento, interessam-lhe sobremaneira. Pois identificam e tramitam num caminho onde se apresentam as diferentes imposições das mortes espiritual, social, econômica e cultural.

Como identificava o teólogo Agenor Brighenti, sob olhar analítico, podemos observar os vários estilos e modelos pastorais. Um número significativo de padres, pastores e igrejas, adota o modelo dominante, apologético ou secularizado. Alguns estão comprometidos com vícios burocráticos e assembleias que não decidem sobre as urgências. Constituem combustível queimado inutilmente, sem que a organização eclesiástica saia da inércia. Outros, libertários, tendem a desprezar a cultura religiosa popular, esquecendo a maioria e acentuando uma teologia radical para a vida em comunhão.

Igrejas e pastores encontram-se fechados para a vida moderna, cegos, surdos e mudos aos sinais dos tempos e às próprias interpelações do Espírito, no mais das vezes. A sociedade humana reclama salvação, no desenvolvimento de ações que revertam em atenção a crianças, aos jovens, aos maduros e aos idosos, cujas vidas estão sob risco permanente de morte: desproteção política, violação de direitos humanos, cidadania seletiva ou privilegiada; trabalho, saúde, escola e previdência, negados; violência contra a mulher, a criança e o idoso.

Hoje, para muitos, pastores e igrejas, todo o multifacetado projeto de modernização aparece como um equívoco desastroso que seleciona privilégios de pessoas, grupos, sociedades. Ato de arrogância e maldade cósmicas. E, novas figuras surgem agora em novo papel simbólico, ocupando espaços de alto luxo, altos salários, onde as fortunas se representam, cultivando o estímulo à inveja e à ganância. Sob pressões econômicas do mundo moderno, o impulso de desenvolvimento eclesiástico tende a caminhar no sentido de um perpétuo crescimento estatístico -- sob parâmetros do IBGE, em todos os seus equívocos de mensuração -- sem evangelização autêntica e humanização da mensagem cristã.

O que testemunham? No sentindo que, se não pararem para refletir sobre suas vocações, aceitando ser o que são na maioria, sem representação, sem relevância, seremos diminuídos quanto ao desafio de nosso papel original, transformador da sociedade. Ninguém nos perguntará mais, tal como perguntavam sobre os cristãos nos tempos iniciais da igreja: “quem são estes que têm transtornado o mundo? Chegaram também aqui?” (Atos 17.6). Será que perdemos de vista o mapa que nos foi entregue desde a igreja apostólica?



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domingo, 22 de fevereiro de 2015

Freio na boca dos crentes



Por Elben César

Até na boca dos cavalos colocamos um freio para que nos obedeçam. (Tg 3.3)

O freio trava e também imprime direção. Ao entrarmos à direita quando deveríamos entrar à esquerda, a primeira coisa a fazer é pisar no freio. O freio precede a correção. Pôr freio em alguém significa reprimir, sujeitar ou moderar. Daí, dizer que é preciso pôr freio no desânimo, é preciso pôr freio no emocionalismo, é preciso pôr freio no consumismo, é preciso pôr freio na traição. O freio é um protetor, uma salvação, uma graça sem tamanho. Asafe estava à beira do abismo, quase perdeu a confiança em Deus, quase saiu do caminho apertado para dobrar para o caminho largo, quase abandonou a fé que tinha até então. Mas ele entrou no templo de Deus e pôs o pé no freio.

O freio não é para frear a busca da santidade, do domínio próprio, da coragem de negar-se a si mesmo quantas vezes foram necessárias e sem perda de tempo. O freio não é para frear a consciência missionária cada vez maior nem a paixão pelas almas.

Embora possa incomodar, aborrecer, ir contra os chamados direitos humanos, nos privar dos prazeres passageiros do pecado e esmagar a pecaminosidade latente, o freio, no entanto, vai segurando tudo o que não queremos nem podemos perder. Quando vier o que é perfeito, quando vier o que é completo, a multidão de salvos vai homenagear o freio.

A ênfase de Tiago ao freio está concentrada no uso da língua, mas subtende-se que ele é útil em qualquer outra área. A vontade precisa de freio, a sexualidade precisa de freio, a exaltação própria precisa de freio. O estilo franco e direto de Tiago pode parecer rude, por usar a ilustração dos cavalos; porém, ela é muito apropriada!

– O freio enfrenta o mal e preserva o bem!


Retirado de Refeições Diárias com os Discípulos. Editora Ultimato.



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12 Características do Verdadeiro Filho de Deus


Por Paul Washer em Ministério Fiel

Fazendo uma leitura da primeira epístola de João, podemos concluir rapidamente algumas características do verdadeiro filho de Deus apresentadas. É nossa esperança que o crente cresça em sua segurança da salvação, e que os não convertidos venham ao reconhecimento de que ainda precisam conhecer a Cristo.

Prova 1: Sabemos que somos cristãos porque andamos na luz (1 João 1.4–7). Nosso estilo de vida está aos poucos se conformando ao que Deus nos revelou sobre sua natureza e vontade.

Prova 2: Sabemos que somos cristãos porque nossa vida é marcada por sensibilidade ao pecado, arrependimento e confissão (1 João 1.8–10).

Prova 3: Sabemos que somos cristãos porque guardamos os mandamentos de Deus (1 João 2.3–4). Desejamos conhecer a vontade de Deus, nos esforçamos por obedecê-la e lamentamos quando somos desobedientes.

Prova 4: Sabemos que somos cristãos porque andamos conforme Cristo andou (1 João 2.5–6). Desejamos imitar a Cristo e crescer em conformidade a ele.

Prova 5: Sabemos que somos cristãos porque amamos os outros cristãos, desejamos comunhão com eles e procuramos servi-los em atos e em verdade (1 João 2.7–11).

Prova 6: Sabemos que somos cristãos porque temos desdém cada vez maior pelo mundo rejeitamos tudo que contradiz e se opõe à natureza e vontade de Deus (1 João 2.15–17).

Prova 7: Sabemos que somos cristãos porque continuamos nas doutrinas históricas e práticas da fé cristã, permanecendo dentro da comunhão com outros que fazem o mesmo (1 João 2.18–19).

Prova 8: Sabemos que somos cristãos porque professamos que Cristo é Deus e o consideramos em mais alta estima (1 João 2.22–24; 4.1–3, 13–15).

Prova 9: Sabemos que somos cristãos porque nossa vida é marcada por anseio e busca prática de santidade pessoal (1 João 3.1–3).

Prova 10: Sabemos que somos cristãos porque praticamos a justiça (1 João 2.28–29; 3.4–10). Fazemos as coisas que se conformam ao padrão da justiça de Deus.

Prova 11: Sabemos que somos cristãos porque vencemos o mundo (1 João 4.4–6; 5.4–5). Embora muitas vezes sejamos pressionados e cansados, vamos em frente pela fé. Continuamos seguindo a Cristo e não voltamos para trás.

Prova 12: Sabemos que somos cristãos porque cremos naquilo que Deus revela sobre seu Filho, Jesus Cristo. Temos a vida eterna somente nele (1 João 5.9–12).

Se temos essas qualidades, e admitimos que elas estão aumentando em nós, temos a evidência de que conhecemos a Deus e produzimos o fruto de um filho de Deus. Porém, se tais qualidades estão ausentes em nossa vida, devemos nos preocupar grandemente por nossas almas. Temos de ser diligentes em buscar a Deus com respeito à nossa salvação. Temos de examinar-nos novamente para ver se estamos na fé. Temos de ser diligentes e tornar seguros nosso chamado e nossa eleição.



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sábado, 14 de fevereiro de 2015

Porque ler ou assistir Cinquenta Tons de Cinza é má ideia



Se você é mulher, esposa e mãe, e também você homem, marido e pai, um lembrete do que você deveria fazer com este filme.

Por Chris Ayres no Portal Familia

Cada um de nós sabe, ou pelo menos deve saber, o que é bom para nossa vida como indivíduos ou famílias. Como maridos e esposas que amam, procuramos investir tempo e trabalharmos juntos para construir uma vida feliz. Como pais e mães tomamos muito cuidado com aquilo que fazemos como exemplo e com o que permitimos entrar em nossos lares.


Nem tudo o que é popular é correto, nem o que está na moda é aceitável. Já sabemos disso em relação a novelas, minisséries, revistas, websites na internet, filmes, livros e, muitas vezes, a realidade bem próxima de cada um de nós. Valores são traduzidos como frescura; arbítrio como anarquia, tentando-nos enganar ou fazer-nos esquecer de que cada escolha traz uma consequência, nem sempre desejada. Muitas vezes procuramos por certas coisas achando que somos "adultos" o suficiente e que não nos influenciarão. Será que não?

Se você leva a sério e ainda se preocupa com o futuro de seus filhos, os direitos das mulheres e também a moral dos homens, a manutenção do casamento e a sacralidade da família, leia atentamente: Pense bem se você quer se inspirar ou ensinar seus filhos sobre o "amor" sendo uma vítima, ou agindo como um protagonista, nessa guerra da inversão de valores. Não veja o filme, nem leia o livro, nem procure saber sobre o tema "Cinquenta Tons de Cinza". Não venda o que você ou sua família ainda têm de bom por uma curiosidade incontrolável.

O que faz um pai ou uma mãe achar normal que seus filhos aceitem com naturalidade sadomasoquismo, violência sexual elitizada, "romantismo" desvirtuado em forma de sociopatia, perversão, dominação, mulher facilmente impressionável ou imoralidade? Isso não é o que você nem sua família precisa.

Felizmente, a maioria das pessoas que conheço, principalmente mulheres, condena o título e despreza o filme. Mas muitas outras, infelizmente, incluindo religiosas e líderes, além dos famosos quase em sua totalidade, têm promovido abertamente esse estilo de pornografia.

Se você acha que tudo isso é muito puritano de minha parte, considere pelo menos estas contradições:

A maioria das mulheres não gosta que seus maridos vejam pornografia. Então porque elas permitem-se ver, ler ou assistir? Algumas até têm postado em suas páginas sociais sua "ansiedade" para ir ao cinema.

Casais lotam as salas de terapeutas ao redor do mundo devido ao vício em pornografia que retira do homem o tato e respeito à mulher, ou devido à violência doméstica e também depressão. Enquanto isso, as cadeias estão abarrotadas de pessoas que cometeram crimes passionais e estupros. As estatísticas de meninas e adolescentes que povoam clínicas de recuperação devido a transtornos alimentares é absurda, porque a sociedade em si ensina que seu corpo é a primeira impressão causada.

A mulher não é e não precisa ser atraída a um homem somente se ele for másculo, autoconfiante, poderoso, sensual e dominador. Ou seja, o mesmo tipo de sociopata que temos lutado contra por gerações para a proteção de nossas filhas e jovens.

O que me entristece mais é que mais de 50% dos leitores deste livro têm de 13 a 23 anos de idade. Pesquisas comprovam que adolescentes têm pouca capacidade para tomar decisões. Pelo fato de que seu cérebro não tem essas funções totalmente desenvolvidas, é comprovado que os vícios são mais facilmente estabelecidos nessa fase. E, também, estudos comprovam que o consumo de pornografia por adolescentes modifica seu cérebro de tal forma e, ao serem expostos ao sadomasoquismo, violência e abuso, têm dificuldade triplicada de construírem e viverem em relações saudáveis.

Não há diferença entre "erótico" e "pornográfico". Esse tipo de paliativo também não resolve os problemas do sexo no casamento.

Como pais e mães, vocês gostariam de ensinar aos seus filhos que abuso sexual é aceitável ou excitante e apresentar um exemplo de pornografia mascarada como "romance"? Queremos que nossas filhas vejam a submissão sexual e o abuso como algo tolerável que deva ser celebrado? Do fundo de meu coração, espero que não.

Isso não tem a ver com religiosidade, feminismo ou hipocrisia. Tem a ver com felicidade real, decência, casamentos saudáveis, mulheres sendo respeitadas e não objetificadas, homens sendo respeitosos e não sociopatas.

Esposas, maridos, pais e mães: Isso não diz respeito somente a este filme. Inclua também revistas, novelas, videogames e todo tipo de mídia que entra em seu lar, além do palavreado, ações e reações em seu casamento e outros relacionamentos. Podemos ensinar nossos filhos e viver a vida baseando-nos em melhores exemplos.

Não precisamos comer esterco para sabermos que o mesmo cheira mal.



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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Vencendo o mal com o bem



Por Ricardo Rodrigues

“Não se deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal com o bem.” (Romanos 12:21)

Parece até frase de facebook , mas a Palavra de Deus é bem clara e enfática ao afirmar que não devemos ser vingativos ou pagar o mal com o mal, antes nos instrui a tentar viver em paz com todos e deixar para que a justiça seja executada pelas mãos de Deus.

O revanchismo no mundo atual é claro e preponderante, tem se a ideia de que não devemos nunca deixar barato quando somos injustiçados ou afrontados. Devemos revidar, brigar, reivindicar desculpas ou satisfações. Vemos essa tendência até nas redes sociais, inflamadas e abarrotadas de expressões como, “recalque”, “sua inveja é meu sucesso” ou “quando sou boa sou boa, mas quando sou ruim, sou ótima”, ou uma ainda pior usando argumentos bíblicos, como o uso dos Salmos para dizer que seu “inimigo” irá assistir o banquete de sua vitória.

Entenda bem, a Bíblia nunca vai nos instruir ou induzir a esse revanchismo que criamos. O inimigo muitas vezes citado nos salmos, por exemplo, não era um inimigo pessoal de Davi, ou de qualquer outro, mas era o inimigo do povo de Deus, ou seja, inimigo do próprio Deus. Não podemos erroneamente tomar posse dessas palavras para aplica-las contra nosso próximo.

Pois bem, vemos na Palavra uma contraposição a essa ideia, se o mundo diz, “beijo no ombro para o recalque”, o Senhor nos ensina: “Façam todo o possível para viver em paz com todos.” (Romanos 12:18). Pode ser que não consigamos, mas nossa meta deve ser a de sempre buscar viver em paz com todos, mesmo aqueles que buscam tirá-la de nós. Citando o teólogo Wiersbe: “Infelizmente, alguns cristãos têm inimigos porque lhes falta amor e paciência, não porque sejam fiéis em seu testemunho.”

E o texto continua dizendo: “Amados, nunca procurem vingar-se, mas deixem com Deus a ira, pois está escrito: “Minha é a vingança; eu retribuirei”, diz o Senhor.” (Romanos 12:19)

O cristão não deve fazer papel de Deus e tentar se vingar. A maioria das pessoas tem a filosofia de pagar na mesma moeda, mas os cristãos devem viver num patamar mais elevado e pagar o mal com o bem. É evidente que isso exige amor, pois nossa tendência é sempre reagir.

Os resultados de quem pratica a vontade de Deus nesses casos são bem claros no versículo 20 e podem ser resumidos em duas situações, quando trato alguém de forma amorosa e decorosa, mesmo que esta pessoa me queira mal, a Palavra diz que “se ajuntarão brasas vivas sobre sua cabeça”, isso significa literalmente que sua cabeça esquentará, ele ficará vermelho de vergonha ao perceber que nossa atitude é totalmente contrária ao que ele esperava.

Outro fator importante a ser destacado é de que uma pessoa que espera uma atitude de ódio de nossa parte, mas recebe em troca amor e compaixão pode encontrar nela um novo sentido para sua vida, pode reconhecer em nós o amor de Deus que lhe faz falta. Sendo assim, nossa compaixão se torna um testemunho vivo de Cristo, aquele que mesmo tendo todos os motivos para odiar, amou até o fim.

Portanto meus queridos irmãos, essa é a vontade de Deus para nossa vida e devemos buscá-la. É claro que não é fácil, mas Jesus provou que é possível. Peçamos a Deus por amor para amar as pessoas e fé para esperarmos por Sua justiça que é muito melhor que a nossa. Deixe tudo nas mãos Dele e viva feliz.


Fontes: Se Liga na Palavra via Sou da Promessa



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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

O que fazer com os antigos pecados?





Por José Miranda Filho em Ultimato Online

Os nossos pecados causam danos que não podem ser dimensionados. É impossível calcular os seus desdobramentos na nossa vida e na vida daqueles que nos cercam. Todos os erros têm um preço, consequências que se encadeiam e ampliam a grandeza dos danos causados. Assim como folhas secas espalhadas por grande ventania e quase impossível de serem juntadas novamente, assim são os efeitos dos nossos atos.

Quando dizemos que corrigimos os nossos erros, na verdade, apenas paramos de cometê-los ou conseguimos minorar seus efeitos mais imediatos. Por exemplo: se um criminoso mata um homem e se converte posteriormente, uma fonte de males foi bloqueada. No entanto, os efeitos do crime nos filhos, na esposa e nos seus amigos do falecido, serão incalculáveis. Vemos que é impossível para o homem pagar pelos seus erros. A cura de um mal espargido na história pelos atos de um homem só seria possível se a história fosse refeita sem a participação desse homem. Ou seja, o homem seria tirado da história como se nunca houvera existido. Isso não seria possível. Apenas o Senhor do tempo e da história tem a solução. Apenas Ele detém o poder de curar pecados em toda a sua extensão. Mas, mesmo assim, essa cura se condiciona a princípios estabelecidos de antemão por Ele mesmo.

O pagamento do crime teria de ser feito por alguém sem qualquer culpa. Jesus resgatou nossa dívida pela sua morte. Mas não parou aí. Ele mandou o Consolador. A ação do seu Espírito transcende as limitações temporais fazendo com que coisas terríveis (pecados do passado) ocupem outro papel na história (experiência para o futuro). Se, antes do perdão, o meu passado me atormentava e me depreciava ante os meus próprios olhos, agora ele deixa de ser meu dominador para ser apenas um exemplo da misericórdia de Deus.

Os nossos antigos pecados perdem seu poder escravizador e passam a adubar a nova vida como uma semente que, plantada na escuridão da lama lança galhos para a luz. Como a lama deixa de ser fonte de contaminação e passa a ser fonte de nutrientes, assim nossos pecados passados deixam de nos escravizar para nos servir de subsídios, adubando a nova vida que nasce.

Quando aceitamos o resgate, todo um processo de reconstrução entra em andamento. Nossos olhos passam a enxergar coisas que alteram completamente a visão que temos de nós mesmos, daquilo que nos cerca e do nosso Deus. Algo inverso ao que aconteceu com a mente de Adão começa a acontecer com a nossa.

Essa volta à imagem de Deus estará enriquecida com as experiências da queda. Com essa mente resgatada temos paz com Deus através de Jesus Cristo. Adquirimos novamente o posto de mordomos e, mais do que isso, de sacerdotes. Recebemos também o acompanhamento do Espírito que nos capacita a exercer tal função.

Não aceitemos, portanto, que nosso passado nos escravize. Com arrependimento e o perdão de Deus, podemos encarar a vida com alegria e esperança.


Autor:
José Miranda Filho foi presidente da ABUB (Aliança Bíblica Universitária do Brasil), ministério este ao qual ele está envolvido há mais de três décadas.



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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Espantados ou transformados?




Por Hernandes Dias Lopes

No capítulo nove de Atos dos Apóstolos conta-se a conversão de Saulo de Tarso. Como perseguidor da Igreja, ia para Damasco com o intento de continuar a perseguição aos crentes. No caminho, Deus fez brilhar sobre ele uma forte luz do céu que o lançou por terra, ouvindo ao mesmo tempo uma voz que lhe perguntava: “por que me persegues?” À pergunta de Saulo: “Quem és tu Senhor?” ele recebe a resposta: “Eu sou Jesus a quem tu persegues.” A revelação de Jesus ao seu coração operou uma tal transformação que o levou a perguntar humildemente: “Senhor, que queres que eu te faça?”

Enquanto isto se passava, lemos que os companheiros que iam com Saulo: “pararam espantados, ouvindo a voz mas não vendo ninguém.” Não lemos que estes homens fossem convertidos; até onde sabemos, continuaram no seu caminho. É interessante que, nas mesmas circunstâncias, presenciando as mesmas coisas, ouvindo a mesma voz, vendo a mesma luz, eles podiam tomar rumo diferente de Saulo, espiritualmente falando; mas foi um fato. Lemos que eles somente “pararam” enquanto Saulo foi prostrado em terra pelo poder dessa luz; eles mantinham-se de pé, enquanto Saulo estava caído sobre o seu rosto! Que diferença no estado deles!

É possível resistir-se ao mesmo poder de Deus que lança um Saulo por terra; é possível manter-se “em pé” diante Dele, não se curvando nem se baixando. Deus podia-os ter lançado por terra, mas isso seria apenas uma demonstração de força sobre os seus corpos: não se submeteriam espiritualmente, os seus corações não se humilhariam. É possível sermos derrubados pelo poder de Deus e ainda manter-nos em pé, espiritualmente, não nos dando por vencidos. Quando o homem está resolvido a não se prostrar, não há coisa nenhuma no Universo capaz de o obrigar a fazê-lo.

Estes homens param espantados; espantados mas não humilhados; admirados mas não convertidos; ouvindo a voz mas não querendo obedecer-lhe; vendo a luz mas preferindo as trevas do seu próprio caminho e desejos. Muitos há que se têm espantado ao ver o poder de Deus em operação, têm sido obrigados a parar para contemplar a maravilha, mas foi apenas uma pausa no caminho para baixo.

Estes guiaram, sem dúvida, o apóstolo para Damasco, pois que a luz do céu o tinha deixado cego, sem contudo reconhecerem que precisavam de uma guia. Temos o quadro de uns “cegos”, que pensavam ter luz, guiando um “cego” que tinha a luz do céu no seu coração.

Vejamos a reação do nosso próprio coração perante o poder do Senhor e diante do contato com as coisas espirituais; cuidado que não sejamos apenas espantados, mas verdadeiramente transformados, por termos aceitado o lugar onde o Espírito do Senhor nos põe – sobre o nosso rosto no pó da terra, esperando a Sua Palavra, o Seu poder e a Sua ordem – “Levanta-te!”


Fonte: Palavra da Verdade



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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

A espada do Espírito


Por Charles Spurgeon

Nosso Senhor poderia ter derrotado satanás com poder angelical; bastaria orar a seu Pai, e ele rapidamente enviaria dúzias de legiões angelicais, cujo poder o nosso inimigo não poderia resistir por um momento sequer. Se o nosso Senhor tivesse apenas exercitado sua divindade, uma única palavra seria o suficiente para enviar o tentador de volta ao seu covil infernal.

Mas, ao invés de poder angelical ou divino, ele usou “Está escrito”; assim, ensinou sua igreja que ela nunca deve esperar ajuda da força bruta ou das armas carnais, mas deve confiar comente na onipotência que habita na certeza do testemunho da palavra.

Esse é o nosso machado de batalha. Os principados ou as prisões do poder civil não são por nós. E não nos atrevemos a usar subornos ou ameaças para converter homens ao cristianismo: um reino espiritual deve ser edificado e baseado apenas por meios espirituais.

Nosso Senhor poderia ter derrotado o tentador ao revelar sua própria glória. O fulgor da majestade divina estava escondido na humilhação da humanidade, e se ele tivesse levantado o véu por um momento apenas, o inimigo teria sido completamente confundido como morcegos e corujas quando o Sol brilha sobre suas faces. Mas Jesus quis por bem guardar sua excelente majestade e apenas se defender com “Está escrito”.

Nosso Mestre também poderia ter assaltado satanás com retórica e lógica. Por que ele não discutiu os pontos em questão assim que foram levantados? Ali nós vimos três proposições diferentes a serem discutidas, mas nosso Senhor limitou a si mesmo a um único argumento, “Está escrito”.

Veja bem, se nosso Senhor e Mestre, com toda a variedade de armas que tinha seu dispor, ainda assim escolheu a lâmina da Palavra de Deus, não hesitemos, por um momento sequer, mas nos agarremos e nos prendamos a essa única arma disponível aos santos de todos os tempos. Deixe a espada de madeira da argumentação carnal; não confie na eloquência humana, mas arme-se com as solenes revelações de Deus, que não pode mentir, e você não precisa temer satanás e suas hostes. Jesus, podemos ter certeza, escolheu a melhor arma, e o que é melhor para ele, é o melhor para você.

Você só precisa se voltar para suas Bíblias, encontrar o texto correto e arremessá-lo contra satanás, como uma pedra na funda de Davi, e vencerá a batalha. “Está escrito”, e o que foi Escrito é infalível; essa é a força do argumento. “Está escrito”. Deus disse; isso basta. Ó abençoada espada e escudo com que os pequeninos podem usar para se defender e os iletrados e símplices podem tirar proveito, que dão poder ao de ânimo dobre e vitória aos fracos.


Bibliografia:

Trecho retirado do sermão “Infalibilidade – onde encontrar e como usar”


Fonte: Reforma21.org | Traduzido por Filipe Schulz | Original aqui



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